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Parem o Mundo

Profanity Positively Forbidden — Shut Up or Get OUT


Cientistas com muita verba e poucas idéias?

Cientistas japoneses criaram um rato que não tem medo de gatos. A notícia é de uns 10 dias atrás, mas fico aqui pensando que raio de pesquisa é essa?

Como fizeram isso?

Mexeram em um determinado gene do rato e conseguiram remover seletivamente células olfativas, quer dizer, o rato não emite mais nenhum impulso nervoso através do seu narizinho.

Sem sentir cheiro, deixam de associar o gato com seu medo instintivo dele.

Conclusões?

Que o sistema olfativo de mamíferos mede várias coisas, alimentos estragados, reconhecimento de predadores etc… hummmmmmm Só isso? Isso eu já sabia!

Uso prático dos resultados?

Eu não reparei em resultado algum, mas o pesquisador tem essa aqui:

“A pesquisa é muito importante uma vez que pode, no futuro, permitir anular a aversão natural que os mamíferos, incluindo o homem, têm a certos odores”

Quer dizer, sabe aquele cheiro nojento embaixo da coberta?

Tadããããããmmm nós temos a solução! Nós, Os Cientistas Senhores do Céu e da Terra do nosso mundo moderno (?) vamos remover a sua sensibilidade a cheiros ruins, dessa forma sua vida será mais feliz.

Puxa que bom! Não sei como eu continuaria a viver sem essa notícia!

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Comentários:

  1. Renan |

    A coisa não é tão simples quanto fazer o rato não sentir mais cheiro algum.

    Os cientistas fizeram um Knock Out seletivo no gene de “sentir cheiro de gato” (leia de novo o texto com atenção).

    Mas concordo que a conclusão do pesquisador foi bastante sem imaginação. Eu poderia pensar em conclusões mais interessantes como: “nocautear” genes associados a identificação de alguns desses medos instintivos em animais criados para alimentação (bovinos, suinos, etc) diminuindo assim o stress do animais durante os confinamentos, por exemplo.

    Viu, nem tão inútil essa pesquisa afinal.

  2. paremomundo |

    Obrigado pela visita Renan.

    Eu li com atenção sim, tanto que citei: “Sem sentir cheiro, deixam de associar o gato com seu medo instintivo dele.” Talvez eu teria que ter escrito cheiro do gato, mas tá oculto rsrsrs

    Quanto ao stress animal acho interessante! Você já viu um boi sendo morto em um matadouro? É nojento. O mais incrível é ver que o animal parece sentir que vai morrer, é como se ele soubesse, só vendo mesmo para explicar o olhar do bicho, bem esquisito.

    Vou fazer um post com seu comentário.

    Abraço!

  3. Fernando Cury "o Pandão" |

    Cara…

    Não acho mesmo muuuuito inútil… porém não vejo, com minha visão popular do assunto, uma forma de achar interessante, a não ser pelo mesmo motivo de sua crítica. Só que a minha opinião é a de que esse esforço e conhecimento poderiam ser empregados em algo tbm muuuuito melhor, sabe?

    No que o rato perder esse sentido pode influenciar em minha vida? (desculpem a ignorancia). Se esse é um dos meios dele defender-se… Alteraremos os genes de nossos inimigos para que não sintam nosso cheiro? Eu heim!!!

    Sendo assim, me parece muito mais uma prova de que é possível, do que algo que possa ser útil de fato… Vamos criar curas, baralho!!! (só que com “c”). ;-)

    []s

  4. paremomundo |

    Penso que você entendeu minha modesta e ignorante crítica: ” Vamos criar curas, baralho!!! (só que com “c”).” É isso aí :)

  5. erli |

    Prezados, acredito que voces não tenham tido acesso à integra da pesquisa, ou não tenham se atinado para o objetivo real da pesquisa.

    vejam, que o rato, não é apenas uma criatura que nao reconhece odores e por isso, ele não tem medo instintivo de gatos. o citado animal esta sendo tratado já como “daredevil” que pode ser traduzido como “desprovido de medos”, comportamentalmente, o animal não recua diante de situações que ele sabe que podem lhe provocar dor. num teste um rato comum foi submetido a um choque elétrico após determinado impulso… no outro dia, só de ouvir o mesmo impulso, este rato se tremia de medo.
    o “daredevil” foi submetido à mesma coisa, e na segunda vez, nem esquentou se ia ser torrado na tomada ou não!! rsss imaginem isso aplicado à pessoas que não conseguem ouvir a palavra “sangue” sem desmaiar!!! ou de um soldado em batalha!!!

    avanços no campo genético devem ser vistos com bons olhos, posto que em determinado tempo, poderemos corrigir possiveis doenças, antes mesmo que elas semanifestem, simplesmente “nocauteando” alguns genes e acendendo outros.

  6. Evandro |

    Olá Erli! Não tive acesso a nenhuma pesquisa e entendi sim para que ela serve, só quis abrir um pouco a discussão sobre o pra serve afinal, sabe? O Renan deu uma explicação acima, e você complementou, ótimo!

    De fato não condeno nenhum avanço no campo científico, mas quando vejo gatos que brilham no escuro (?) fico me perguntando pra que tanta propaganda que a ciência faz dela mesmo com o objetivo de atingir o público comum, afinal pra que serve um gato que brilha no escuro? É só para crianças de 7 anos dizerem “Nossa que legal”

    Eu tive uma mãe doente com câncer por 12 anos e foi a medicina moderna que permitiu a ela viver tanto, não posso ser contra avanços…

    O que mais me incomodou, se posso falar assim, foi a explicação do cientista (acima no texto) sobre o projeto, oras, se ele que é o responsável por essa façanha ele poderia pelo menos ter pensando em uma resposta ou explicação um pouquinho melhor rsrsrs Aliás a sua e a do Renan estão bem melhor que a dele!

    Dando esse tipo de explicação me parece que eles nos tratam como idiotas incultos ansiosos por gatos que brilham e ratos com orelhas nas costas! rsrsrs Enquanto eles ficam “brincando” de cientistas malucos tá cheio de gente esperando pesquisas e resultados mais sérios que salvem suas vidas e não propagandinhas pra massa em busca de reconhecimento público e verba…

    Foi nesse sentido o meu questionamento. Obrigado pela visita, volte sempre, o blog é nosso!

    Abraços

  7. erli |

    realmente, não havia conseguido compreender o prisma de observação que vc utilizou na crítica, ao que, reservo-me no direito de alterar a minha ignóbil opinião para uma citação que, pode ainda não ser célebre, mas que encerra a opinião de qualquer pessoa que realmente condenaria a raça humana à classe de animal irracional caminhando para a extinção, se cruzasse de madrugada com a porcaria de um gato, com uma orelha nas costas, que não tivesse um pingo de medo de nada e que ainda brilhasse no escuro!!!

    então,
    “…vamos criar curas, Baralho!!!(só que com “c”)…”
    F. Cury
    O Pandão

    rssss

  8. Evandro |

    Erli, ou nem te falo! Muito engraçado o que você escreveu acima, to chorando de rir aqui!!!! rsrsrsrs

    Realmente estou percebendo uma coisa, estou escrevendo de forma muito subjetiva (?) ou o texto tá ficando abstrato demais, preciso corrigir isso, já vinha percebendo que as vezes dependendo de como escrevemos a coisa não fica muito clara.

    Assumo a culpa aqui! A sua opinião acrescentou muito, acredite!

    O Fernando sempre entende meus textos… é que somos irmão de literatura, deve ser por isso :) Esse bicho que gosta de escrever entende o outro.

    Abraços

  9. Carlos Magno |

    Depois dizem que é somente nossa classe política que não tem o que fazer. Mentira, pois ainda temos políticos honestos e trabalhadores.

    Aqui no Brasil,em SC, me parece, um casal cria em casa várias espécies animais. E ratos vivem em paz com gatos, dormem até juntos.

    Acho que deveríamos exportar essa idéia, pois ensinando boas maneiras a bichanos e roedores, não precisam os homens de óculos grossos e pescoços duros (ou mentes!)meter o nariz onde não deviam e nem gastar em pesquisas do gênero.

    Certa vez li que cientistas lançavam cadelas grávidas em caldeirões ferventes para avaliar como funcionava o instinto das fêmeass caninas ao sentir que morreriam com suas crias nas barrigas. Cientistas ou homens-bestas?

    Abraços.

  10. Carlos Magno |

    Evandro:

    Lendo sua citação “Cientistas senhores do Céu e da Terra”, lembrei de outra historinha, que aqui vai:

    Conjuradores de Chuvas

    Uma rede de televisão resolveu lançar um desafio sensacional: daria um milhão de reais a quem fizesse chover.

    Selecionados os candidatos, partiram para um lugar do interior onde sabidamente as chuvas não eram freqüentes. Subiram pequena elevação e lá se instalaram.

    Um matuto, que do portão de sua velha casa os vira ali acampar, pitava seus cigarros de palha, olhando-os com intensa curiosidade.

    Os da televisão foram logo puxando cabos do gerador de força de um grande carro e se espalharam com monitor de TV, câmera, painel de luzes e outros apetrechos.

    O apresentador de paletó e gravata, maquiado e com cabelos propositalmente eriçados, começou a gravar a abertura do inédito desafio. O câmera-man, em seguida, realizava tomadas dos arredores e para dar provas aos telespectadores de que não haveria truques, girou a câmera para cima, abrindo-a para o céu e captou imagens de esparsas nuvens não indicativas de chuvas.

    Os primeiros foram dois cientistas que instalaram seus equipamentos e projetaram ao espaço fortíssimos chiados e raios de energia de um tipo estranho de engenhoca. Mandaram ao ar foguetes para que explodissem a uma altura quase não alcançada a olho nu e aguardaram.
    Mas nada aconteceu.

    Depois vieram religiosos: fizeram corrente de orações, se ajoelharam, pediram e imploraram.
    Não obtiveram qualquer resultado.

    À vez dos ocultistas, eles queimaram incenso, abriram livros e leram invocações; pronunciaram inaudivelmente o nome secreto do Todo-Poderoso e recitaram fórmula mágicas.
    Tudo em vão.

    Por último, se apresentaram pajés conjuradores de chuvas, que cantaram, sacudiram chocalhos, dançaram e gritaram para os céus. Depois sopraram um pó branco no ar. Inútil tentativa.

    O matuto que a tudo assistira, vendo as caras decepcionadas daquela gente, foi até o local onde invocavam, olhou para o céu e disse:

    - Ô, Deus, não vê que os moço ta triste. Faz chovê pros coitadinho!

    Imediatamente começou a desabar água, e tanta que eles só puderam sair dali na tarde seguinte, sendo obrigados a passar a aipim cozido e a caldo de galinha caipira, que o matuto, sob seu teto, oferecia.

    Contei a história para um amigo que riu muito e logo sentenciou:
    - Cada um tem o Deus que merece!

    Abraços.

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