Etanol, Petróleo, ONU e a Fome
Hoje, o “Top Story” da BusinessWeek trata sobre o aumento dos preços nos alimentos. A culpa seria do Etanol além de outros fatores, mas é o etanol que está na ponta da língua para qualquer crítica, isso porque os produtores americanos de milho estão vendendo sua produção para fazer etanol e não para alimentos, simples assim. Só que o álcool brasileiro é bem diferente do feito de milho, o uso de água nos processos de fabricação também são grandes, muitos questionam o estrago causado na natureza, mas nada que não possa ser resolvido. Mesmo assim, sendo nosso álcool feito de cana-de-açúcar a sua eficiência é maior.
Etanol soluciona o problema do aquecimento global? Claro que não! O Etanol é mais uma das medidas a serem adotadas para a solução desse gigantesco problema e por que tantas críticas ao etanol, qual a razão de criar tanto barulho devido o aumento na produção, dizendo inclusive que pode ser um crime contra a humanidade?
Então surge a expectativa ainda não confirmada de que com os novas reservas de petróleo descobertas, nós brasileiros, poderemos fazer parte de um seleto grupo de grandes exportados de petróleo.
Henry Kissinger, antigo secretário de estado americano disse uma vez: “Controle o petróleo e você conseguirá controlar nações; controle a comida e você controla o povo.”
O que aconteceria com um país que controle o petróleo, os alimentos… e o etanol!?
E se, é só uma pergunta, E SE o Brasil se transformar em uma potência na produção de petróleo, uma potência na produção do melhor etanol do planeta e ainda conseguir manter a produção de alimentos? Impossível?
E SE?
Nosso território representa quase 50% da américa do sul, somos tão grandes quanto os EUA, somos um continente.
Temos maior quantidade de água potável (seria doce?) que muitos países, a amazônia, um litoral gigantesco que vai de ponta a ponta do país, terra fértil e pronta para produzir, milhões de agricultores querendo trabalhar.
Potencial enorme para turismo, construção civil, obras de saneamento, estradas, indústrias, comercialização de produtos no brasil e fora. E tudo isso gerando emprego e renda que gera mais produção, mais consumo e mais necessidade de investimentos. Tem muito que fazer nesse país ainda, pense bem!
ONU diz uma coisa, o Bird outra…
E SE…
Sem querer no tornarmos os líderes mundiais completamente por acidente?
Será que isso desagrada outros países?
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Comentários:
Lula reclamou e disse que o álcool não é problema para a alimentação! Ele toma uma antes e uma depois das refeições e garante que não faz mal!
O Brasil será, certamente, uma das maiores potências mundiais!
Nosso eterno problema está na Administração, na condução desse país!
TEMOS ABSOLUTAMENTE TUDO!
Só não sabemos administrar, não implantando uma política de crescimento sustentável, com bases solidificadas!
Ou já ganhamos experiência administrativa mas devemos arrumar a bagunça deixada por dirigentes anteriores!
Particulamente, gosto muito da idéia dos BIO-COMBUSTÍVEIS!
Acredito que o futuro da humanidade passará por ele!
E o Brasil tem tudo pra despontar com um dos líderes mundiais!
Basta termos gerencia, e não deixar nada nos derrubem, como por exemplo, um simples mosquito!
Salvem o poderoso Brasil!
Highlander
http://www.meetv.tv
Muitos de fora já enxergam esse potencial no Brasil, porém nossos políticos estão ocupados demais roubando que não tem tempo para perceber essas coisas. Seremos varridos do planeta por uma união de nações desesperadas por nosso petróleo, comida e sustento em geral.
Exército para no defender?!?!
“Quiiiiiiiiiiiiii,,,
não precisamos disso não!”
Vai nos fazer uma faaaaaalta!!!
Highlander
http://www.meetv.tv
Henrique, você observou algo que só pensei agora…
É bem possível que mais pessoas de fora do nosso país nos vejam de outra forma, às vezes penso que menosprezamos demais nossa pátria e nós mesmos, algum tipo de síndrome de não sei o que
Bom,
Na verdade o álcool não atrapalha o preço dos alimentos no Brasil. Essa informação não é verdadeira. O que acontece é que os agricultores estão mudando o foco de produção para ter uma maior rentabilidade. Ou seja, ao invés de produzir feijão, eles preferem produzir soja, que é mais rentável.
Sobre a questão da água, existe um pouco de conflito de informações. Da mesma maneira que se consome água para produzir cana-de-acúcar, se consome para consumir outros alimentos. Ou seja, a questão do consumo de água se dá na agricultura em geral, e não especificamente na cana de açúcar. Lembrando que o principal contribuinte de consumo de água é justamente a agricultura.
Existe outra questão. No brasil, existem muitas áreas improdutivas e, segundo especialistas na área de álcool (pelo menos que eu assisti aqui na unicamp), essas áreas poderiam atender perfeitamente o consumo de combustível renovável e ao mesmo tempo alimentos a longo prazo. Além disso, já existe uma nova tecnologia de obtenção de álcool a partir do bagaço da cana, chamada de hidrólise, que começará a vigorar nos próximos anos. Com essa tecnologia, é possível complementar a produção de álcool sem a necessidade de incrementar áreas cultivadas.
Dessa maneira, a informação de que álcool é problema não é verdadeira. O problema é o consumidor. O álcool é um modelo alternativo de energia mais sustentável que derivados de petróleo (se você fazer um balanço de massa e energia considerando todas as etapas, desde a colheita - no caso do álcool - e prospecção - no caso do petróleo). Ele apenas complementa a minimiza o problema do consumo. Veja, se você andar a pé, deixará de consumir combustível para se locomover. Se andar em transportes coletivos, etc, a mesma coisa. A solução para este problema é justamente essa. Entretanto, acho difícil o sujeito ir trabalhar a pé (até mesmo pela distância) ou em transportes coletivos (menos conforto que o carro).
Grande abraço meu caro.
Fazendo outro adendo, o Brasil tem uma reserva potencial de petróleo por causa de uma camada de água e sal que fica na costa atlântica brasileira entre Santa Catarina e o Espírito Santo. Eu, inclusive, estudo no meu mestrado dois tipos de petróleos da bacia de Campos, que está nessa região.
Mas acredito que é bastante difícil, pelo menos a curto prazo, ser um dos grandes líderes de produção de petróleo, até porque não existe, ainda, tecnologia para prospecção de petróleo numa proundidade de 5 Km (no caso de Tupi, na bacia de Santos). Ainda, a característica do petróleo brasileiro desfavorece, um pouco, o mercado, por ter uma quantidade até razoável de frações pesadas dentro da composição total. Além do petróleo do oriente médio ser, em geral, leve, as reservas - quantitativamente - são absurdas se comparadas ao resto do mundo.
Seu post foi interessantíssimo, pois retrata um tema bastante estratégico, que é a questão energética, de grande interesse em vários países (principalmente políticos).
Santaum, obrigado por enriquecer tanto o assunto! Se você estuda o assunto já deve ter ouvido falar no Pico de Hupert que previu a queda na quantidade de petróleo, isso foi na década de 70. O caso é que ele previu também (pelo que lembro) uma nova queda na extração entre 2009 e 2012, iniciando em 2009 e atingindo o pico em 2015, acho eu…
Os países árabes NUNCA dizem quanto petróleo ainda resta, o que temos são estimativas através de cálculos. O que me chama a atenção mesmo é o fato de os nossos poços, mesmo que ainda não os melhores para extração, são os mais novos poços do mundo! Foi isso o que eu quis abordar: nosso etanol é o melhor atualmente, temos terra de sobra para alimentos e ainda estamos descobrindo poços novos… bem interessante os rumos que a história segue
[...] Times disse outro dia que o Brasil está a um passo de se tornar uma superpotência e você que me acompanha esse blog já sabia disso. Prepare-se, é um caminho (aparentemente) sem [...]
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