Galinha que bota o ovo precisa cantar
Preciso mudar isso mesmo porque pode gerar uma certa demora em ser reconhecido, não que isso seja algum problema também :)
Nos últimos dias andei meio tristonho, não sei se é o frio ou a falta de calor.
Hoje me animei um pouco e estou feliz de ter proporcionado aos meus leitores um assunto com mais de 1 mês e 10 dias de antecedência do que um grande portal como o Terra
O assunto foi a palestra de Jill Bolte Taylor que publiquei no dia 20 de março desse ano.
Hoje eu pude ler no Terra: Após derrame, neurocientista alcança “o nirvana”.
Só não entendi porque colocaram “o nirvana” com essas aspas…
Para que serve esse post você se pergunta.
Para nada na verdade, só serve mesmo para eu cantar o ovo que eu botei ou postei primeiro :)
Não é meu nirvana, é mais uma catarse para ver se aprendo a me promover um pouco… Com o tempo lhe direi se deu resultado :)

photo credit: destinelee
4 Responses to Galinha que bota o ovo precisa cantar
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Prezado Evandro,
Interessantíssimo o artigo que você pesquisou.
Mas como habitante do terceiro mundo e descendente de Jeca Tatu, gostaria de dizer que humildemente discordo da proporção nirvânica apregoada pela conceituada (era conceituada mesmo?) pesquisadora de primeiro mundo. E talvez, por não saber da condição espiritual vivenciada nesse instante, ela tenha escrito nirvana entre aspas, ou o redator tenha feito.
A minha colocação é simples; Se bastasse romper um vaso detrás do olho para alcançar as regiões profundíssimas e indescritíveis do nirvana, por que Buda teria despendido uma vida inteira de sacrifícios e meditação para tal objetivo? E os budista de antanho e os hodiernos, por que se enclausurariam em seus mosteiros para meditar anos a fio a fim de seguir o caminho experimentado por Buda, e poucos conseguem?
E se fosse assim como a dra Taylor diz, não teria sido a ciência que encontraria a pedra angular do budismo ou o caminho das pedras há 2500 anos procurado pelos budistas, mas simplesmente o acaso a teria visitado porque tem olhos.
Acredito, sim, ela ter despertado uma faculdade espiritual que a possibilite soltar-se e visualizar de dentro para fora, como esotéricos e certos médiuns são capazes. E uma vez a alma parcialmente liberta do corpo, a sensação de unidade e a euforia espiritual simplesmente acontecem com muitos. Nada mais do que isso. Aliás, conheci pessoas com essa mesma capacidade de sair, voltar e enxergar seu corpo biológico por dentro, e muitas outras coisas, sem ter sequer ousado imaginar um estado nirvânico. Mas como ela é cientista, isso foi ótimo para o ceticismo científico explicar a co-existência corpo, alma e mente, e a mente ter uma visão quadridimensional do corpo biolõgico!
Esse tema, prezado Evandro, é ótimo para muitas discussões teológicas, esotéricas, espíritas, agnósticas, céticas etc. Mas não creio que isso seja o suficiente para uma tentativa de autopromoção, mesmo por que ao meu juízo você não busca por isso.
Abs.
Carlos: a questão da autopromoção foi mais uma brincadeira interna, dentro de mim hehehehe
Quanto a Jill Bolte me intrigou muito a forma como ela descreveu sua sensações, muito parecidos com o que já pude ler em vários livros. O que mais me intrigou de fato foi ter vindo de uma neurocientista isso. Se ela descobriu algo não sei, porque precisa de mais investigação.
Mesmo porque é bem fácil destruir tudo que ela disse, é só dizer algo assim: “Essa mulher alucinou pelo simples fato de que ela teve um AVC oras!” Fácil né? Mas como eu disse no início que era dedicado para uma amiga, que como eu nunca se cansa de perguntar: E se ela não alucionou? ;)
Evandro:
Se ela não alucinou pode não demorar. A raça cética, dita científica, não vai deixar por menos, vai se encarregar.
Ou então, para não pirar ela sai de mansinho mais ou menos assim: “Well, then I take my body off. Good bye!”
Nirvana, só no iPod!