A história de Jill Bolte Taylor já passou por aqui. Fiquei tão empolgado na época que traduzi uma palestra dela e minhas impressões sobre o que aconteceu estão naquele post. (Hoje já temos a palestra legendada que vou colocar no final desse texto.)
Com o livro foi um pouco diferente, a descrição do que ocorreu é mais lenta e detalhada, lenta demais em certos momentos. Mesmo assim é uma história que me causa muita curiosidade e vontade de aprender ainda mais sobre o cérebro, ou que os cientistas façam isso rápido.
O duro dos detalhes é que para alguém como eu, com 37 anos, sedentário, fumante e levemente hipocondríaco, ler um livro que uma neuroanatomista descreve detalhadamente todo tido de sintoma de um derrame é quase um sofrimento, nem preciso dizer que senti ou achei estar sentido 90% deles :)
O que me chamou a atenção foi o derrame que ela teve, é um tipo muito raro que não deixa seqüelas tão sérias quanto outros mais comuns, embora isso não sirva de alívio. Em seu livro, Jill descreve todos os momentos antes e depois do derrame detalhando cada minuto e cada esforço pessoal de recuperação.
O mais importante mesmo do livro, na minha opinião, é algo que também acredito: não adianta reclamar, pensamento positivo e disciplina é a chave para conseguir o que você quer, sempre lembrando que o tipo de derrame dela não é comum e por isso não debilita tanto como outros.
Aposto que ao ler “pensamento positivo” os que possuem características mais analíticas próprias do lado esquerdo do cérebro, que é o mais metódico e racional torceram o nariz com a parte do texto, não foi? :)
Atualmente na maioria das pessoas predominam essas características e o lado direito do cérebro, responsável pela emoção, pela habilidade de se colocar no lugar do outro, do amor, paz, compaixão etc é colocado em segundo plano.
Hoje essas habilidades ou características são vistas até como fraqueza. Considero isso um grande engano mas é assim, por isso que a conscientização sobre aquecimento global por exemplo é tão difícil e não é culpa das pessoas, é que elas não conseguem entender.
E o que é isso, pensar de forma mais positiva, que parece tão fácil de falar e tão difícil de fazer?
Pelo que pesquisei é algo chamado Psicologia Positiva, nome que talvez saiu da Terapia Cognitivo Comportamental que é uma fórmula que atrai milhões de pessoas pelo mundo, veja o famoso “O Segredo” por exemplo que atribuiu à física quântica a “explicação científica” das “leis” de atração.
Com Jill Bolte e seu livro acontece algo semelhante. As semelhanças são que ela como neurocientista estaria mais apta a falar sobre o cérebro e o uso dessas técnicas de pensamento positivo para alcançar sua cura.
O que considero diferente é o fato de que a paz interior que a autora diz ser possível conseguir também é alcançada através de diversas outras técnicas, como meditação e Yoga por exemplo. Ao escutar música clássica também é possível encontrar esses momentos de união com algo maior do que nós que é meio inexplicável e difícil de ser colocado em palavras.
Não é estar relaxado, isso se consegue com uma massagem ou banho quente, é algo maior.
Isso já aconteceu comigo escutando sinfonias de Beethoven. Quando meditava também pude ter essa sensação de paz e tranqüilidade e com o tempo isso vai fazendo parte do seu dia-a-dia, é um treino na verdade.
Com a Psicologia Positiva é a mesma coisa. Estou sabendo desse termo somente agora, não sou psicólogo e descobri pesquisando e percebi que uso esse tipo de pensamento desde quando li o livro “Pai Rico Pai Pobre” onde o autor propõe um teste: fique 1 semana sem reclamar de nada!
Eu fiz esse teste e os resultados foram tão bons que até hoje evito reclamar por qualquer besteira, isso não significa aceitar tudo como é.
É diferente, porque ao invés de simplesmente reclamar de algo você exercita seu cérebro a parar um pouco, pensar e depois de pensar a agir.
Resumindo:
Perdedores vivem reclamando de tudo
Vencedores páram, pensam e agem.
Apaguei isso porque achei muito pesado e um pouco sem lógica para ser sincero.
A questão é: viva bem, mantenha o foco, lute e siga em frente, só isso.
A escolha é fácil óbvia, fácil não é. :)
Promoção para sorteio de um exemplar de “A cientista que curou seu próprio cérebro”:
Como não estou muito acostumado a essas promoções e meu lado direito do cérebro me ordena a entregar um livro para cada um e meu lado esquerdo me diz que só tenho um livro para isso vamos fazer o seguinte.
Me conte um momentos ou vários em que você consegue encontrar paz e tranqüilidade profunda, não importa como, claro que o uso de meios artificiais está descartado como bebidas e etc :)
Como vou julgar a melhor história? Ainda não sei, estou pensando em fazer uma seleção cooperativa em que todos possam opinar, um pouco utópico eu sei mas vou tentar.
A melhor história leva o livro. E claro, a história pode ser verdadeira ou 100% inventada porque aqui nesse blog também promovemos a criatividade. :)
Para saber mais sobre o livro visitem http://www.ediouro.com.br/acientista/ – Aqui você pode inclusive ler um capítulo inteiro.
Parte 1/3 da palestra, veja o restante no YouTube











Sobre o pensamento positivo, acho que o único problema é justamente essa relação escabrosa que fazem com o metafísico. É aquela coisa: se eu penso que algo não vai dar certo, não vou nem tentar fazer – logo, é ÓBVIO que o pensamento positivo é necessário pra que alguma coisa dê certo.
Mas é algo bem diferente de dizer que o fato de você ter pensando positivamente faz com que alguém, sei lá, ganhe uma vaga de emprego ou mesmo se cure de uma doença ;)
Ah, e uma coisa engraçada; muita gente fala desses “momentos” super legais com a música clássica e nunca ouvi ninguém falando de músicas não-clássicas. Não vou dizer que isso é um pré-conceito, até porque nunca ouvi alguém dizer que não é possível alcançar isso com outras músicas – mas eu alcanço, you see. Tem uma música de uma banda chamada The Stills, que tem uma parte de distorção de guitarra que deve durar só uns 10, 15 segundos. Mas, oh goddess, oh godddess… QUE 15 segundos!!!!!!
Eu não sei explicar, mas eu adoro o que sinto naquela parte da música =} Não só naquela, tem outra também do The Killers chamada Tranquilize que também me traz umas sensações incríveis…
Quer dizer, isso porque não quis citar Pink Floyd, Beatles, etc ^^
Sobre a música não sei, talvez se for uma música com certos tons (?) ou sons meio hipnotizantes acho bem possível sim, um tipo de música que escutei muito e me fazia muito bem era o chorinho, vai entender :)
Esse lance da música, particularmente, é curioso. Costumo viajar ao som de Mozart (pode parecer estranho, mas o Requiem me leva, literalmente, a um certo dipo de “orgasmo musical”), bem como ouvindo a nona, de Beethoven.
No outro extremo, quem já ouviu The End e When the music’s over, do The Doors, sabe do que estou falando. Principalmente “The End”, e aquela mescla de sons psicodélicos que te faz, literalmente, viajar.
Música é algo fantástico.
Abraços!
Posso garantir que droga não adianta, para quem tem estes incõmodos leves só vai piorar ou te transformar num vegetal. Religião também é uma furada – você vai ficar feito um zumbi se esforçando para acompanhar o rebanho e só, por dentro continua a mesma coisa que sempre esteve.
Religião não é uma fonte de informação confiável sobre as coisas – a ciência é.
O bom mesmo é exercício e uma vida realmente saudável.
Levando uma vida saudável você não vai ter nenhum susto fora do comum com a saúde, e fazendo exercício físico não vai precisar de alcool, drogas nem nada e sempre vai estar up.
A sensação boa que acompanha uma hora de caminhada, por exemplo, substitui qualquer droga, eu garanto para você, que isto é o melhor.