Imagine que chegou o ano de 2442 em que o ser humano conseguiu entender seus mistérios, suas contradições e entendeu finalmente como conviver em um sociedade, entendeu tudo e mais um pouco de todas essas coisas.
Aproveitando esse exercício cerebral, que por algum milagre só os humanos possuem entre todos os animais do planeta, vamos tentar imaginar que em 2442, por algum motivo (que não vem ao caso já que estamos numa brincadeira de imaginação) os humanos resolveram se desarmar de todas as formas.
Primeiro começaram destruindo todo seu arsenal nuclear já sucateado por centenas de anos. Depois vieram os tanques de guerra que foram desarmados e transformados em tratores para a agricultura, retiraram as capotas antes para que o vento refrescasse os motoristas. Os rifles, metralhadoras e revólveres foram derretidos e reciclados, a maioria se transformou em trilhos de trem que deram a volta ao mundo umas 5 vezes, acho…
As munições também foram destruídas mas de um jeito bem mais legal mesmo, legal demais! Juntaram tudo em grande cápsula, balas de 38, projéteis de canhões e até mísseis inteiros, tudo isso dentro de milhares de cápsulas que foram enviadas para a Lua, bem no meio do Mar da Tranquilidade elas foram depositadas. Claro que havia nesse ato uma certa ironia. E então após umas 7 centenas de viagens todas as munições e itens explosivos que existiam no planeta estava lá depositado no Mar da Tranquilidade da Lua.
Numa bela data que não sei qual ainda porque isso tudo é no futuro ele marcaram um evento mundial magnífico, gigantesco mesmo!! Os antigos porta-aviões que hora não serviam mais pra nada passaram por todos os países pegando pessoas por várias semanas, todos que podiam pegavam uma carona e se dirigiam ao hemisfério norte de onde, numa bela noite de maio (já temos um mês) todas as munições seriam detonadas remotamente por um astronauta venezuelano que estava a bordo de uma estação espacial na órbita da Lua.
Na hora exata ele apertou um botão e CABUM a maior explosão que a Lua já viu ocorreu e na Terra maravilhados bilhões assistiam essa mega explosão que causou um buraco tão grande no nosso querido satélite natural que mostrou, anos depois, que existia muita água de boa qualidade no centro da Lua, o que poderia virar um escândalo mal calculado se transformou numa descoberta maravilhosa.
A única notícia triste mesmo foi que nunca mais ouviram falar de Juarez, o astronauta venezuelano que apertou o botão. Alguns diziam que ele posicionou errado a estação ficando bem na rota dos destroços, parece uma pequena bala de 22 ricocheteou atingindo o vidro da estação que despressurizou. Juarez foi o último humano a morrer por uma bala de revólver.
Isso ia ser uma ficção científica do caralho, não tanto pelo que foi escrito no post mas pelo que ficou de fora mas com certeza seria o cérebro da trama: qual a importância das armas, o que significa ter como objetivo a paz, e como educar e fiscalizar para que outras coisas não se tornem armas — por exemplo, os objetos pontiagudos seriam tirados de circulação também?
Um exemplo da primeira discussão: as armas nucleares promovem a paz, já que com vários países as possuindo, ninguém se atreveria a disparar primeiro. Por outro lado, meu professor de história costumava dizer que paz armada é uma contradição – ora, está todo mundo investindo em novas maneiras de lutar, e afirmam que é isso que traz a paz? Quem quer paz, quer paz, não quer guerra. Ou, em ainda outras palavras, até onde vai a validade do lema latim: “Queres paz? Prepara-te para a guerra!” — podendo incluir até mesmo o tema da pax romana.
Enfim, acho que tem tudo pra vc desenvolver uma puta trama aí, cara ;)
Tem tudo mesmo. Estou encontrando o meio pra chegar no fim que nem seria um fim e sim uma reflexão. Concordo e discordo de seu professor porque a paz armada é sim muito eficiente mesmo sendo contraditória e por ser assim não quer dizer que não funcione… o contraditório é natural.
O post é a ideia básica de tudo, bem básica mesmo e o resto estou desenvolvendo por aqui =D