Amusing Muses
Creative Commons License photo credit: jurvetson

O artigo é bem interessante, talvez amanhã eu tenha paciencia pra traduzir, talvez não.

“Everywhere I go now people treat me like I’m doomed,” she said. She thought about how creative people have a reputation for being mentally unstable, which she attributes to pressure to perform and live up to expectations for brilliance from themselves as well as the world.

She looked at other societies to see how they regard this pressure on artists and found an answer in ancient Greece and Rome. In these places, people didn’t believe that creativity came from inside. They believed it was an attentive spirit that came to someone from a distant, unknowable source, she said.

Tem algo nisso que me chamou a atenção. Talvez pelo nosso modelo educacional atual, ou então pelo modo como criamos nossos filhos, ainda não sei bem. (vou atualizar esse post)

Link: http://blog.wired.com/business/2009/02/ted-how-we-kill.html

update: atendendo a pedidos, um pedido na verdade, segue tradução ou minha impressão:

Como a linda Elizabeth faz muitas piadas e brincadeiras durante a apresentação a coisa ficou complicada, vou passar então a idéia dela. Ela escreveu em seu livro Eat, Pray, Love em que ela  relata sua viagem de autoconhecimento, pois bem… O livro é um sucesso e já vendeu muito.

Daí ela apareceu com essa apresentação no TED com o tema “Como matamos os gênios” que fala sobre o processo criativo,  principalmente o dela como escritora mas se aplica a qualquer  processo que exija criatividade. Ela começa falando sobre como os gênios são vistos atualmente e o estigma ou então a maldição de ser criativo já que a maioria dos grandes escritores do passado tinham depressão, eram maníacos compulsivos depressivos (xiiiii) e
alcoólatras.

E mais, alguns se mataram, sendo assim a criatividade não é um dom e sim uma grande maldição. Elizabeth no entanto tem outra idéia sobre isso. Ela acredita que é possível ser criativo, ser um grande escritor sem necessariamente  ser depressivo, alcoólatra ou morrer cedo para isso, mesmo que ajude nas vendas :)

Quando escrevemos algo criativo e inédito precisamos criar uma distância entre o EU escrevendo e uma ansiedade natural que é gerada pela expectativa da reação que esse texto, conto ou crônica terá nos leitores.

(Será que vão gostar do escrevi, me pego pensando às vezes, me livro do pensando e aperto o “publicar” do WordPress :) )

Nesse ponto que Elizabeth pesquisou modelos de como fazer isso, se isolar de tudo e procurou em outras culturas se eles tinham algum modo especial de realizar isso, foi então que ela chegou à Antiga Grécia e à Roma Antiga onde as pessoas acreditavam que a criatividade, a genialidade vinha de algo externo e desconhecido, como o “demon” de Sócrates que obviamente foi traduzido para demônio (nada a ver com o coisa ruim) o que importa é que era algo que não era natural da pessoa, do ser, os romanos chamavam de “gênio”,  que é o mesmo significado com uma palavra diferente que é na verdade uma entidade mágica e divina que auxiliava as pessoas criativas.

Isso que é importante, essa distância entre o que é criado e os que verão essa criação. E então houve uma ruptura, o ser humano foi colocado como o centro do universo e nenhum mistério existe mais (veja Richard Dawkins), tudo agora é produto somente do ser humano, por isso as pessoas chama Einstein de gênio, antigamente diriam que o gênio ou demon dele era é um de primeira linha.

Na verdade é um grande erro. O motivo disso ser um grande erro é que se coloca em cima de uma pessoa toda essa carga de sabedoria, de onisciência como se ele fosse um deus. Essa pressão é que pode ser prejudicial e tão prejudicial que nos últimos 50 anos nós não temos mais “gênios”. (Confesso que não entendi esse pensamento ou não entendi o que ela falou…)

Elizabeth vai além e questiona porque não vermos o processo criativo de outra forma? Como algo muito intuitivo e às vezes inexplicável que é criado do nada. (É mesmo, sempre pensei nisso)

Você nunca sentiu que quando uma idéia, de um conto, poema ou um post vem até você e que se você não escrever sobre isso essa idéia buscará (como se tivesse vida própria) um outro escritor? Claro que já!!

O texto já está ficando grande, mas é mais ou menos como se um poema, uma história completa do começo ao fim viesse pronto da sua cabeça. (Comigo isso acontece demais, mais do que eu gostaria)

Ela acredita que o melhor é se isolar dessa criatividade que surge do nada, saber lidar com isso e tirar proveito disso para o processo criativo. Em danças e cultos de povos africanos ela percebeu (o que todos já sabemos)
esse tipo de transe em que os participantes entram em contato com o divino e inexplicável.

No dia seguinte se sentem cansados e sem esse deus. Se esse deus te abandonar, não importa, não tenha medo só faça o seu trabalho. Continue realizando e alimentando seu trabalho criativo porque quando menos se espera algo surge do nada.

(O que percebi é que Elizabeth só quer aliviar um pouco essa ânsia ou talvez um certo desespero por ser criativo o que na verdade pode até bloquear a criatividade. Ela não quer com isso que voltemos ao passado achando que algo mágico nos inspira mas que não custa nada “conversarmos” de vez em quando com esse nosso Eu criativo como se ele fosse uma outra pessoa. Bem… acho que não vou tentar isso não :p )

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3 Responses to Como nós “matamos” os gênios

  1. Sônia Hey disse:

    Help me! Se possível, traduza! RS

  2. Evandro Cesar disse:

    Na verdade estou quase terminando :) Te aviso assim que estiver pronto.

    Ah! O preço é baratinho :p

  3. Sônia Hey disse:

    Pode me enviar artigos relacionados com Educação? Artigos originais, curiosos e atualizados!

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