Hoje milhares de pessoas fizeram uma corrente humana em protesto contra os ataques israelenses ao chamados “alvos palestinos”. Na verdade esses assassinatos seletivos são eficientes, mas do lado do alvo sempre estão outras pessoas, crianças e mulheres, afinal ninguém vive sozinho…

Quem organizou essa corrente humana nas fronteiras da faixa de Gaza e do território palestino foi o Hamas que todos sabemos ser um grupo armado até os dentes e disposto a muita coisa.

Israel está mantendo um bloqueio ao território palestino faz algum tempo, energia, gás e até ajuda humanitária não consegue entrar. O povo palestino é muito pobre e sem ajuda humanitária de outros eles sofrem muito.

Pois bem, fui lendo (fonte aqui) tudo e encontrei isso:

Mas Israel insiste na posição de não negociar com o Hamas enquanto o grupo não renunciar à violência, não aceitar o direito de existência do Estado judeu e não aceitar acordos de paz assinados no passado.

O Hamas quer uma trégua e Israel não quer conversar, a explicação acima é bem clara do motivo disso.

Então pensei no seguinte, e se o Hamas simplesmente se desarmasse, jogando todos os seus péssimos foguetes fora, todas as AK-47, granadas e isqueiros para não dar para acender nem uma bombinha de São João?

Uma nova luta, no estilo Ghandi de não-violência, todos de mãos dadas sem nem um pedaço de pau na mão, nem raiva, nada!

O que aconteceria?

Como você vai parar milhares de pessoas completamente desarmadas em todos os sentidos, de armas e de vontade de agressão, me diz como?

tolstoi.jpgTolstói em pose de intelectual, imagem via

Tolstói em sua obra “O reino de Deus está em vós (1894)” que influenciou Ghandi e Martin Luther King, propõe o uso da não-violência e da desobediência civil. Desse livro nasceu a expressão anarquismo cristão.

(Só uma observação, esse livro é de Tolstói mesmo! Já encontrei site por aí que diz que é de Liev Tolstói (ESPÍRITO) e não é!!! Esse livro inclusive causou sua excomunhão, e não é porque o texto dele tem uma carga religiosa profunda que pode ser considerado um livro religioso e o cara morreu em 1910 e data do livro é 1894…)

Pessoalmente tenho algumas ressalvas quanto alguns conceitos anárquicos, penso que para existir uma verdadeira anarquia precisamos ainda de uns 300 anos de desenvolvimento humano, ou só criaremos um novo tipo de poder controlador sem benefício geral.

Só que a não-violência me incomoda muito! O que fazer contra alguém que perigo algum pode lhe causar? O que fazer contra uma corrente humana que só fica lá parada em protesto, sem nem gritar palavra de ordem alguma, sem ódio e em um profundo silêncio de protesto?

O que aconteceria?

“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo” (Tolstói)

[ Egotrip: participei de uma BBS quando tinha uns 16 ou 17 anos, e meu apelido lá era Cândido, o personagem de Voltaire, alguns até brincavam comigo... acho que não mudei muito ;) ]

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9 Responses to Minha inocente proposta aos palestinos

  1. Carlos Magno disse:

    É, Eduardo, “navegar é preciso, viver não é preciso!”

    Sonhar não é proíbido. Difícil mesmo é retomar o fio da meada. E quem quer de fato?

  2. Carlos Magno disse:

    Evandro, mil perdões.

    Eu tinha acabado de ler a notícia de que o Eduardo do Cruzeiro tinha quebrado a perna e perdoara o agressor. Então passei para o seu blog.

    Não foi esclerose, não. Eu trouxe o Eduardo comigo.

    É como meu pai dizia: “Acontece cada vida na coisa da gente!”

  3. Carlos Magno disse:

    Tô rindo até agora!!

  4. Evandro disse:

    Vou pedir ao Eduardo para comentar sobre essa, péra aí Eduaaaardoooo vem cá que tem um cara querendo falar contigo :) Segunda é segunda mesmo! RSRS

  5. Henrique Artur Wint disse:

    Isso me soa meio utópico, pra mim é irreal aquele bando de fanático religioso largar tudo e dançar ciranda..
    Liberando aquela idéia idiota mas que teria efeito imediato: ‘de uma arma bem carregada pra todo mundo, derrubem os muros e premie o que mais matar o inimigo’.. se é o que eles querem, deixe eles saciarem a ‘sede’..

  6. Evandro disse:

    É Henrique tem razão, totalmente irreal… por isso o inocente :)

    É verdade Carlos, já minha irmã diz “Vou morrer e não vi tudo!” RSRSRSRS É bom para descontrair um pouco!!!

  7. Ibrahim Cesar disse:

    Nem mesmo um acordo político, pensando realisticamente, daria conta do recado eu acho. Pois assim que declararem “paz” não vai demorar para um deles sair matando o outro.

    Enquanto houver a fé cega deles e o conflito étnico isso não vai acabar.

  8. Evandro disse:

    Ibrahim, agradeço sua visita volte sempre, a casa é nossa. Os acordos anteriores sempre deram em nada, duravam algum tempo e subitamente um pedaço de pedra voava de um lado para outro e pronto, tudo acabado. A fé deles é cega mesmo, dos dois grupos, radicalismo é isso, um não dá a mínima para o que outro pensa.

  9. Sinto não ser otimista quanto à esta questão. O que aconteceria? Israel dizimaria os Palestinos!
    Quem tem a mídia a seu favor, os judeus ou os palestinos?
    Qual o povo jurado de morte pelos árabes, os judeus ou os palestinos?
    Há 2000 anos esta questão afeta o mundo, e não vai se resolver nos próximos 50.

    Braços!

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