Nem tudo é falácia, nem tudo está de acordo com o real, nem tudo que é real faz parte da história que foi escrita. A história é escrita pelos vencedores ou por quem manda nela. Sim! Tem quem manda na história e nunca, afirmo com certeza, nunca é o perdedor que manda.

Charles Chaplin = Não Acredita em Deus

Adolf Hitler =  Acredita em Deus

Um artista e um político, esqueçam do Hitler sanguinário por um momento, ele era um político igual ao que você votou na eleição passada, igualzinho!

Depois que sentiu o gosto do poder queria o poder absoluto, foi um ditador maldito que matou milhões de inocentes.

Outros ditadores que querem o poder a qualquer custo e fazem o quê?

Mentem, isso mesmo.

Não existe prova alguma que mostre que Hitler acreditava em Deus, ou que tinha alguma religião. (desafio qualquer um mostrar um estudo sério e com provas do contrário)

O interessante é que a mentira pode variar muito. Num post do Ceticismo.net a pergunta é se Hitler era ateu. No texto eles lutam para ele não ser, mesmo sem ter qualquer confirmação real, até porque Hitler era um político e queria agradar a maioria da população e pelo que eu saiba a maioria da população alemã na época não era de ateus…

É militante demais pra falar de um assunto que requer um pouco de pensamento lógico, coisa que ateus gostam tanto. Se gostam então qual o motivo de montar um outdoor bisonho como esse, duas fotos de dois sujeitos que usam o mesmo tipo de bigode pra mostrar que quem acredita em Deus é um Hitler e quem não acredita é um bonitinho igual Chaplin? É essa a ideia?

Claro que vão falar que não. Sei qual a ideia. Todo mundo sabe. Mas afinal, que isso quer dizer? Hitler, um louco maníaco que conseguiu seguidores loucos como ele e que cometeram crimes nojentos contra pessoas indefesas acredita em Deus… o outro que fez filmes que “alegraram” todo mundo é um ateu.

OK, tudo entendido.

Só esqueceram que Hitler foi um mentiroso, um político, que tentou a qualquer custo iludir as pessoas?

Então, como explicar esse problema lógico? Como?

fonte

COMENTÁRIOS: Não vou liberar comentários que usem palavrões, que tentem incitar discussões religiosas sem fim por aqui, nem perca seu tempo comentando se essa é sua ideia. Aqui o debate é aberto pra todos queiram participar de forma educada e coerente.

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8 Responses to O que não está claro, claro não está. Uma falácia?

  1. Anselmo disse:

    É só seguir alguns militantes ateus no Twitter que se nota: Dia e noite o assunto deles é RELIGIÃO.
    Pow, não consigo acreditar que o ateismo de Chaplin se limitasse a esse SER DO CONTRA que temos visto nascer no Brasil.
    Concordo que com 2000 anos de segregação cristã os ateus devem ser finalmente ouvidos, mas eles bem que podiam renovar o discurso de vez em quando.

  2. Peterson disse:

    @Anselmo

    De fato, virar o disco seria legal, mas quando é que muitos ditos religiosos vão parar de se meter na vida em comum — em assuntos como a cidadania para homossexuais, pesquisa de células-tronco, criacionismo nas escolas, etc? =)

  3. Peterson disse:

    Evandro,

    de fato, é uma boa pergunta… Se o cara era político, podia ter se aliado à Igreja e permanecido do lado dela por conveniência, mas tem umas coisinhas:

    1) Será que ele teria agido politicamente de forma tão convincente que nem mesmo seu biógrafo (como o estudo citado pelo artigo do ceticismo) desconfiaria disso?
    2) Se os judeus eram o povo rico e poderoso (justamente o que causava raiva do resto do povo, imersos na crise financeira) não seria mais fácil, mais conveniente, aliar-se a eles também? Digo, conveniência por conveniência, ele fez uma escolha populista, é verdade, mas precisava de toda essa ideologia anti-judaica?
    3) Aparentemente ele foi criado em um ambiente cristão a infância e a adolescência toda…

    Sei lá, me parece que caracterizar a influência como simples manobra política (ainda considerando quão psicolouco o cara era AEHAEHeahE) parece meio arriscado.

    E, no final das contas, tem o seguinte: pode ser que ele não fosse cristão, hum, _de coração_ — digo, só da boca pra fora, por ser político. Mas o que fica são as consequências (http://muralnanet.blogspot.com/2008/10/o-teorema-de-thomas.html) e acho que o artido do cet.net explica bastante bem a extensão prática do relacionamento Hitler-Igreja…

    Sei lá, mas um ótimo post — traz uma luz nova à questão, realmente AEHAEHAEHeaheahae

    O que você achou dos outros cartazes da ATEA?

  4. Anselmo disse:

    Verdade, sem falar que estado laico com a bancada evangélica gritante que temos atualmente é uma volta à Idade Média.

  5. Luan disse:

    Meu amigo, você fez um análise interessante. Talvez o discernimento que a ATEA queria que você, como alvo da propaganda, fizesse. Mas foi pelo caminho errado. Entendeu de maneira equivocada.

    A ideia do cartaz é justamente mostrar, seja la o que Hitler e Chaplin fossem, deístas ou teístas, que isso não define caráter. O mensagem do outdoor não é condenar a religião e, sim, combater o preconceito que o ateísmo sofre. Existem pessoas boas e más crentes ou descrentes.

    Podemos nunca saber qual era a crença de Hitler, mesmo ele se dizendo cristão (OBS: no cartaz não diz nada sobre cristianismo), mas sabemos que isso não definiu suas ações. O mesmo podemos falar de Chaplin, que fez filmes que fizeram uma geração inteira rir e refletir, ele mesmo se dizendo ateu, ou seja, considerava um conto de fadas deus, céu, inferno e tudo mais.

    Abs.

  6. Evandro Cesar disse:

    @Anselmo – agradeço. O post é só pra fazer um debate nascer. O que vejo acontecer é que os ateus estão caindo, sem querer talvez, na mesma pregação…

  7. Evandro Cesar disse:

    @Peterson – Nunca li nenhuma biografia sobre Hitler, então não sei opinar sobre isso, só coloquei em dúvida a suposto certeza dele ser ou religioso. Constantino o criador da coisa toda em Roma era pagão, do nada vira cristão e funda a igreja como conhecemos…

    Quando ao cartaz da ATEA eu gostei demais! Vem pra colocar fogo e mostrar que não se julga ninguém pela aparente religiosidade ou não. Acho que é o caminho, começar a discutir abertamente de forma civilizada essa questão.

  8. Evandro Cesar disse:

    @Luan: você disse o certo! Acertou na mosca. Veja, não sou nenhum especialista em ateísmo, religião, Chaplin ou Hitler, sou só o consumidor final mesmo, a ponta que eles querem atingir.

    Só que tem um porém, acho que Hitler é pesado demais… puxa, será que não tinha outro exemplo? Tenho aqui comigo que certas coisas nem deveriam ser lembradas, é parecido com aquela política americana de jornais não falarem muito sobre o suicídio de um astro pra evitar que outros façam, sabe?

    Mas também sei que é uma publicidade, ela tem que ser simples e de entendimento geral…

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