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Luís Fernando Veríssimo fala da discussão anual sobre o fim dos livros. Já repararam que certos tipos de discussões são anuais, algumas semestrais e outras só ocorrem a cada 4 anos?
E o mais curioso mesmo nessas discussões é que nunca se chega a lugar algum, é bem divertido na verdade ver anos após ano, mandato após mandato as mesmas coisas sendo debatidas.
Na verdade não é tão divertido assim…
Em algum momento da atual Bienal do Livro de São Paulo se falará da iminente morte do livro e as opiniões se dividirão. Alguns dirão que o livro nunca acabará, e aí estão as bienais, as feiras e as Flips para provar isto, e outros dirão que o livro caminha para a obsolescência e logo estaremos lendo tudo em tabletes, iPodes, iPedes e E-tceteras. Não se chegará a nenhuma conclusão e a conversa será transferida para a próxima bienal.
Ótimo infográfico feito pelo Rafael Slonik sobre o lendário trem bala brasileiro que como o Saci é um dos mistérios nacionais, a gente sabe que existe mas parece que nunca vai conseguir ver um…
Um trem muito veloz em um país muito lento – Slonik.
A imagem (infográfico) direto aqui: http://slonik.com.br/o-trem-bala-brasileiro/
[esse texto despretensioso é parte de algo parecido com um livro que estou escrevendo, pode virar um livro ou nada. Enquanto isso vou publicando por aqui. Importante dizer que não fiz correção alguma. Peço que me perdoem se o português não foi bem aplicado]
Imagine que chegou o ano de 2442 em que o ser humano conseguiu entender seus mistérios, suas contradições e entendeu finalmente como conviver em um sociedade, entendeu tudo e mais um pouco de todas essas coisas.
Aproveitando esse exercício cerebral, que por algum milagre só os humanos possuem entre todos os animais do planeta, vamos tentar imaginar que em 2442, por algum motivo (que não vem ao caso já que estamos numa brincadeira de imaginação) os humanos resolveram se desarmar de todas as formas.
Primeiro começaram destruindo todo seu arsenal nuclear já sucateado por centenas de anos. Depois vieram os tanques de guerra que foram desarmados e transformados em tratores para a agricultura, retiraram as capotas antes para que o vento refrescasse os motoristas. Os rifles, metralhadoras e revólveres foram derretidos e reciclados, a maioria se transformou em trilhos de trem que deram a volta ao mundo umas 5 vezes, acho…
As munições também foram destruídas mas de um jeito bem mais legal mesmo, legal demais! Juntaram tudo em grande cápsula, balas de 38, projéteis de canhões e até mísseis inteiros, tudo isso dentro de milhares de cápsulas que foram enviadas para a Lua, bem no meio do Mar da Tranquilidade elas foram depositadas. Claro que havia nesse ato uma certa ironia. E então após umas 7 centenas de viagens todas as munições e itens explosivos que existiam no planeta estava lá depositado no Mar da Tranquilidade da Lua.
Numa bela data que não sei qual ainda porque isso tudo é no futuro ele marcaram um evento mundial magnífico, gigantesco mesmo!! Os antigos porta-aviões que hora não serviam mais pra nada passaram por todos os países pegando pessoas por várias semanas, todos que podiam pegavam uma carona e se dirigiam ao hemisfério norte de onde, numa bela noite de maio (já temos um mês) todas as munições seriam detonadas remotamente por um astronauta venezuelano que estava a bordo de uma estação espacial na órbita da Lua.
Na hora exata ele apertou um botão e CABUM a maior explosão que a Lua já viu ocorreu e na Terra maravilhados bilhões assistiam essa mega explosão que causou um buraco tão grande no nosso querido satélite natural que mostrou, anos depois, que existia muita água de boa qualidade no centro da Lua, o que poderia virar um escândalo mal calculado se transformou numa descoberta maravilhosa.
A única notícia triste mesmo foi que nunca mais ouviram falar de Juarez, o astronauta venezuelano que apertou o botão. Alguns diziam que ele posicionou errado a estação ficando bem na rota dos destroços, parece uma pequena bala de 22 ricocheteou atingindo o vidro da estação que despressurizou. Juarez foi o último humano a morrer por uma bala de revólver.
Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
Se uma pombinha consegue entender pra que serve a faixa de pedestre você também consegue