Palestra Jill Bolte Taylor ou Os mistérios do nosso cérebro
[Esse artigo é dedicado a minha querida amiga Maria Ida, que também nunca se cansa de perguntar]
Adoro desafios, viver é um enorme e isso é muito bom! Esse me tomou tempo e não sei dizer muito bem porque fiz isso. Talvez porque o vídeo que segue abaixo chamou muito minha atenção a ponto de querer ver se chama a atenção de outras pessoas.
E como compartilhar isso se está tudo em inglês? Nem todo mundo sabe inglês, então decidi traduzir. Me cansou muito os olhos e não estou podendo fazer isso (meu médico vai querer me matar!). Espero que a tradução esteja boa.
Como não sou nenhum expert nisso erros com certeza aparecerão, vou deixar um link com o texto em inglês e se alguém quiser fazer mudanças é só deixar um comentário que eu vou alterando, sintam-se à vontade para isso!
O vídeo é de uma palestra do TED, com a Drª Jill Bolte Taylor, uma Neuroanatomista de Harvard. Ela teve um derrame de um tipo bem raro, demorou 8 anos para se recuperar, só que como estudiosa do cérebro humano ela conseguiu estudar e se lembrar de tudo. Esse é o relato de sua experiência descrito de forma apaixonada e magnífica. E na minha opinião, até revolucionária.
Por que revolucionário? Porque é uma cientista que através dessa experiência pode mudar e muito a forma como vemos o mundo e nosso papel nele. Como o lado esquerdo do cérebro entrou em colapso ela pode ver o mundo somente com o lado direito, e é muito interessante!
Alguns céticos podem simplesmente dizer: “Olha, essa hemorragia que ela teve no cérebro pressionou certas regiões e ela alucinou e viu coisas, só isso” Eu respeito quem pensa assim, só que eu acho esse o caminho mais fácil, se coloca uma pedra na questão e nem se discuti…
O mais difícil é imaginar que o que ela passou pode ser real, e se é real o que é isso? Como funciona nosso cérebro, onde começa isso e acaba aquilo? Quando, onde e como? Eu prefiro viver perguntando e tendo a certeza de que nunca sabemos o bastante.
Assista! Acredite ou não, eu aplaudi sozinho no final da palestra, bem idiota né? :)
Uma coisa é certa, a Drª Jill vai ter muito material para pesquisar.
Atenção, post atualizado: tenho uma excelente notícia, o livro em português da Drª Jill Bolte saiu no Brasil, em breve estarei fazendo uma resenha sobre o livro. Enquanto a resenha não sai clique aqui e saiba mais sobre o livro.
update: 30/10/2208 – os vídeos foram legendados:
Após o vídeo segue a transcrição. É bem grande, então eu dividi a página, clique para continuar.
read moreOlha eu metendo a colher
A frase popular de não meter a colher em briga de marido e mulher serve para qualquer outra discussão. Não é questão de não apoiar ninguém e fica no alto do muro em segurança, é questão de se colocar no seu devido lugar.
Logo que comecei essa saga maluca de blogs entrei em um concurso do Carlos Cardoso sobre uma imagem da internet. Não ganhei o concurso, mas ganhei um link no Blog dele e ele ganhou um leitor, não pelo link e sim por seus artigos.
Até hoje esse link me manda visitas, acho que ninguém gosta muito do que escrevi (tirando a Thera claro) já que nem comentários recebo por lá, enfim….
Ontem, de forma completamente inocente fui fazer uma busca no Google sobre o blog do Pedro Dória já que queria enviar endereço para um amigo, e me assustei quando vi o resultado, bem bizarro por sinal.
E foi aí que sem querer me meti onde não fui chamado.
Gosto de saber o motivo das coisas e como tenho contato com o Slonik mandei para ele essa esquisitice e fiz uma pergunta técnica, já que ele sabe muito sobre blogs, como que isso aconteceu? Foi essa minha curiosidade, como pode acontecer isso?
O resto da história já dá para imaginar, o Slonik manda para o Cardoso que por sua vez publica no blog dele, o Contraditorium.
Ganhei outro link, já pedi ao pessoal do host pra aumentar o plano lá para receber as milhões de novas visitas :)
Para falar a verdade nem entendo o motivo deles ficarem se cutucando, quem está lendo o que escrevo a mais tempo sabe que sou contra discussões que não levam a lugar algum e pelo que pude me informar essa briga é antiga e a solução ainda não chegou, alguém já parou para pensar que é porque talvez não exista?
O Edney criou uma proposta muito boa em um excelente artigo que escreveu, e vou participar dessa também, é uma “Blogagem Inédita” e vale a pena ler o texto todo e participar!
Para resolver essa questão eu tomaria tranqüilamente uma cerveja com Carlos Cardoso e Pedro Dória, em um bom boteco todo mundo se entende e como me considero bom em diplomacia os dois acabariam se abraçando no final. ;)
Só que nem adianta me chamarem porque a minha 1ª cerveja com um blogueiro está combinada com o Fernando do dT, então não insistam.
Sentar, tomar uma cerveja bem gelada, falar sobre livros, música, consertar a política e não se levar tão a sério, a vida é curta e feliz é aquele que consegue rir de si mesmo!
O que segue abaixo é um bônus ou não, depende com que olhos vemos.
Vou deixar um belo trecho nesse vídeo do filme “O Grande Ditador” de Chaplin, está em inglês mas a melhor tradução que encontrei segue abaixo (link).
O ÚLTIMO DISCURSO
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio … negros … brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem … levantou no mundo as muralhas do ódio … e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem … um apelo à fraternidade universal … à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora … milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas … vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia … da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais … que vos desprezam … que vos escravizam … que arregimentam as vossas vidas … que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar … os que não se fazem amar e os inumanos. Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela … de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo … um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
read moreAlguns ateus não vão para o inferno
Eu entendo quando dizem que Deus está morto, e como entendo! É um pouco difícil para alguém como eu que me considero um religioso viver no mundo atual.
Não é muito fácil. Quando lemos demais, quando passamos a estudar várias religiões e entendemos o mínimo de ciência fica complicado.
Quando alguém se torna cético é por várias razões, isso não torna um ateu uma pessoa ruim, quem te disse isso? E quem te disse que religiosos são santinhos? Nenhum dos dois é mais inteligente que o outro…
Eu não sou ateu, me considero um grande curioso que nada descarta e não considero ninguém inferior a mim só porque pensa diferente.
Mas o que é ser religioso afinal?
Se for para seguir dogmas e “leis” então não sou religioso…
Se for para acreditar que a consciência humana continua depois da morte e que dogmas nada mais são que criações para simples controle, então eu sou religioso.
Se for para acreditar que Jesus era filho ou o próprio Deus reencarnado para nos livrar dos nossos pecados, então não sou religioso.
Se for para ver Jesus como um ser humano que revolucionou a forma como até hoje pensamos moralmente, como Platão por exemplo, então eu sou religioso.
Se for para acreditar em um Deus vingativo, raivoso, temperamental e que prefere uns e deixa outros de lado, então não sou religioso.
Se for para pensar em um Deus ou uma força que em nada interfere e que mesmo que não exista na realidade não importa muito, pois o que existe é o amor e a bondade, a conduta moral correta, tudo isso pode ser chamado de Deus, se for para ver dessa forma em que o ser humano é responsável por seus atos, para o bem ou para o mal, então eu sou.
Se for para ir até uma igreja ou centro religioso qualquer para que os outros me vejam indo e pensem “Nossa ele é uma pessoa boa”, então não sou religioso.
Se for para entender as seguintes palavras:
(Nesse momento peço para quem é cético que esqueça do uso leviano que fazem do que Jesus disse, leiam somente as palavras sem preconceito)
E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.
Me diga, quem não torce por amigo que está doente ou que está com um grande problema? Quem não deseja que um filho ou parente se recupere? E quem disse que isso não é rezar? E mais, quem disse que é preciso ir até uma igreja para rezar? E quem disse que para rezar é preciso acreditar em Deus?
Sendo assim, se for para ajudar meus amigos, torcer por eles, desejar para eles o melhor que existe no mundo, então eu sou religioso.
Nós precisamos entender de uma vez por todas que religiões não podem servir para buscar poder, dinheiro, aceitação social, dominação mundial, nem ser usada em nome de guerras, por vaidade pessoal ou por medo.
Esse nosso mundo é novo, começamos a pensar realmente por volta do ano 1.700, antes disso só os filósofos gregos tiveram esse trabalho. É preciso também admitir que nem cientistas nem religiosos possuem a verdade absoluta.
Nos achamos muito espertos e evoluídos e não conseguimos ainda deter a fome no mundo, temos teorias mirabolantes para o início do universo, mas não conseguimos resolver problemas concretos que assolam o mundo.
Quando entendermos que todas as religiões falam sobre a mesma coisa, que as perguntas hoje feitas por cientistas são as que a humanidade, através das religiões, sempre procurou pela resposta.
No fundo todos procuramos pela mesma questão única, quem somos, para onde vamos e de onde viemos. Se juntos fizermos essas perguntas sem julgar o outro ou sua opinião chegaremos à resposta.
Separados só vamos discordar e nos aborrecer sem chegar a conclusão alguma.
read moreO que é amor e qual é o espelho da alma?
Antes de esse texto leia isso por favor:
A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos. (Ghandi)
É isso que acredito e vou deixar algumas coisas bem claras. Sim, eu acredito em Deus e sim, eu acredito na Ciência! Dá sim para acreditar nos dois. Dá sim para convivermos em paz. Nesse texto eu só questiono o radicalismo de novos tipos de pensamento, da mesma forma que radicalismos religiosos também são nocivos.
O mundo não está precisando de mais guerras…
Eu também não estou muito afim de discussões acaloradas aqui, portanto vou deixar isso aqui no ar mais algum tempo, se a coisa descambar eu tiro do ar e pronto! Comente, mas seja educado ou eu apagarei os comentários desse tipo…
Isso não é só um desabafo sobre esse post, em outros também acontece isso, acho que as pessoas pensam que atrás de um blog está uma máquina.
Enfim o texto. Perdeu o tesão em ler o texto? Eu entendo… também perdi o tesão de ter escrito :(
KEVIN - O que diabos você sabe sobre amor?
JOHN MILTON – Bioquimicamente não é diferente do que comer grandes quantidades de chocolate.
Kevin é o filho do diabo (John Milton) e está em uma discussão típica de pai e filho.
Adoro o texto do filme Advogado do Diabo, mostra de forma muito clara o vazio filosófico que vivemos. Não temos mais nada para filosofar, tudo é concreto, só que tudo é questionável e isso é bom e péssimo!
Uai! Péssimo? Como assim, você não é favor de questionar? Sou sim, só não sou a favor de reducionistas malucos. Reduzir é parar de questionar.
Filosofia e livre pensamento, com isso se pode sair do cientificismo e da crendice que nada questiona. Filosofar é não se prender a nada de forma alguma! E não me diga que existe método para pensar. O método para pensar é o meu e o seu!
O texto virou um balaio de gato? Advogado do Diabo, filosofia, religião, amor e alma. Sempre é um balaio de gato meu amigo. A vida é essa confusão. Nós é que temos que colocar em ordem.
Lembre a frase do filme:
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