Ratos são seres vivos e merecem ser mortos com dignidade

rato flagrado em sua casa

Rato malandro tenta não aparecer na foto via

[Uma estória de um tempo em que o mundo era mais simples, com menos frescura e menos ratos também RS ]

Fato: rato bom é rato morto. Repugnantes e espertos que é o diabo, aliás devem ser invenção do próprio e se você não tem preconceito contra esse bicho é porque não se defrontou com essas bestas. Quando criança entrávamos em um depósito (do mal e cheio de sacos de milho) para pegar milho para as galinhas e patos, que era cheio de ratos enormes.

Sempre que entrávamos fazíamos tudo bem devagar e com um certo barulho para já avisar os ratos que estávamos chegando, é sempre bom avisar eles. Pode acreditar!

Em certos dias que não se importavam conosco e após abrirmos as portas lá estavam eles em cima dos sacos, pelas prateleiras nos olhando fixamente. Essa coisa te olha nos olhos, dentro, sabe?! E então fugiam os covardes.

Uma vez ou outra era dia de limpeza do depósito de milho porque chegava num ponto em que nem veneno dava mais jeito naquilo. A impressão que eu tinha é que eles riam quando se jogava veneno e para isso tínhamos uma vingança que era entrar no depósito, fechar as portas e só sair de lá até que o último rato maldito tivesse corrido dali.

Era uma aventura assustadora. O lugar pequeno, empoeirado, quente e sem ter pra onde fugir. Nem nós, nem eles. E o pior, a porta só abria para dentro, tinha que ser puxada e se tivesse muita molecada lá dentro a porta fechava fácil mas quem disse que abria fácil? Que horror!

Os ratos até tinham como fugir, mas quem abandona seu lar assim na primeira batalha? Nem ratos fazem isso! E olha que eles lutavam, tinha rato que avançava na gente enquanto que outros pulavam em cima. Não pulavam de propósito e sim, por puro erro de cálculo causado pelo desespero de sair dali e então, sem querer, podiam cair na gente. Caiu um no meu uma vez (pânico meu e dele), os pêlos são meio duros e os olhos parecem avermelhados, coisa do capeta!

Até hoje não sei como não peguei doença alguma, sério! Como é possível que algumas crianças entrem num depósito cheio de poeira e ratos, com suas urinas e fezes malévolas, e nem peguem nada? Não sei dizer ao certo. O que sei é que há quase 30 anos atrás nada disso existia e se existia a gente nem sabia ou não pegava de sorte.

Os ratos também tinham sorte, naquela confusão toda que durava meia hora ou mais muitos deles fugiam e se conseguíamos matar um já era alguma coisa.

Depois, como todo bom ser humano que não quer sofrer tanto assim, apelávamos para as boas e eficientes ratoeiras. Existiam umas ratoeiras bem grandes que cabiam vários deles lá dentro, caia um depois do outro, coisa interessante e sem sujeira.

Tinha também a ratoeira clássica: queijo, puxa o arame até travar, rato faminto, PLAFT, rato morto com o pescoço quebrado.

Não era bonito de se ver mesmo naquela época onde consciência ambiental e proteção aos animais era coisa de hippie maluco e mesmo sem essa consciência algo em nossa cabeça nos fazia sentir um certo remorso, tadinho do bichinho, só estava com fome…

Maldito! Menos um. (remorso com ratos passa rápido)

Hoje é tudo tão moderno e cheio de criatividade, não é?

Não sei, mas talvez a gente não teria tanto arrependimento se existisse ratoeiras assim, com design cristão:

ratoeira em forma de caixão

Designed by Sarah Déry | Country: Canada (via: Student Work – Sarah Déry – mais fotos no link!)

Aviso importante: esse texto é somente um exercício literário. Nem tudo aqui escrito é verdade. O texto será editado sempre que necessário.

read more

Advoguês – Uma nova série, as confusões que me meto

(OBS: Esse post foi escrito na semana passada)

O que me inspirou criar essa pequena série que espero ter continuidade é o fato de eu ter uma certa facilidade para me meter em situações estranhas ou constrangedoras.

Mas o que me lembrou disso de fato foi um post do Enio apresentando o Blog Tiradas e Sacadas

A proposta do blog é escrever sobre esse tipo de situação que todos nós passamos.

Vamos ao relato:

Um dia diferente na repartição

Tive que levar um papel na justiça do trabalho, cheguei na recepção e perguntei onde deixava aquilo.

- De qual vara que é o processo?

Pergunta fácil essa, sabia que era da 3ª e então me mandaram ao 3° andar:

- Lá você peticiona isso.

Peticionar, isso deve vir de pedir ou solicitar… – fui pensando enquanto o elevador subia.

- Oi! – eu disse sorrindo, ninguém sorriu de volta – Preciso entregar isso aqui, falei lá na recepção e mandaram eu vir aqui e…

- Aqui? Quem mandou? – os 3 funcionários me olhando, um olhou para o outro com aquelas caras que diziam: de novo aquele pessoal lá de baixo fazendo confusão!

Aí a coisa começou a ficar interessante, eu seria a gota de água que faltava para rachar toda a estrutura burocrática do sistema, enfim a anarquia! :)

- Olha, não é aqui não viu, o Sr. peticionou isso? – Nesse momento já estavam me olhando como se eu fosse advogado.

- Olha moça, eu não sou advogado, só me diz onde eu entrego isso.

- O Sr. desce lá na recepção e faz uma petição (mais uma vez!) porque isso é com eles.

Desço.

- Oi pessoal! Estou de volta, me disseram que é aqui na recepção mesmo, é só peticionar e entregar.

Então um cara lá no fundo me olha estranho: – O senhor não fez a petição?

- Olha, eu não sei o que é uma petição porque não sou advogado, eu imagino o que seja, me dá uma folha de papel aí que escrevo a petição e assino.

- Mas o seu advogado não fez uma petição para o senhor?

- Eu não vim com advogado, eu disse pra ele.

Aí o departamento todo parou e me olhou como se eu fosse o homem elefante, lembram do filme?

- Você (já esqueceram o senhor) veio na audiência desacompanhado de um advogado?

- Foi – eu disse rindo – eu sou corajoso!

Ninguém achou graça e me deram o modelo da tal petição. Aposto que após eu sair alguém soltou algo como “É cada maluco que aparece aqui” :)

Na próxima conto de um show do Oswaldo Montenegro no Olympia em São Paulo, ou o não-show, aquilo foi estranho também.

read more

Como é bom ler um livro bom! E os bastidores de um blog

Ontem terminei pela 3ª de ler “As Mentiras que os Homens Contam” e não é mentira minha não, é a terceira vez mesmo.

Crônicas são mágicas porque depois de um tempo se você pegar para ler novamente novas sensações e novos pontos de vista são observados e sentidos talvez porque tinham passado despercebidos, é bem interessante.

Eu gargalhei tanto com o livro do Veríssimo que caso alguém me visse acharia que eu tinha ficado louco de vez… O livro fala sobre aquelas situações da vida em que temos que mentir, nada de mentira maldosa, aquelas mentirinhas que quando percebemos já saiu, sabe? ;)

Um grande escritor que conheço é o Fernando, se você não conhece ainda está perdendo. Aproveite e assine os feeds dele, assim você recebe o que há de melhor sendo criado em blogs e crônicas. Um outro escritor excelente que indico é o Toninho Moura.

Os dois na verdade chegam a ser irritantes de tão criativos, é sério, irrita gente como eu queria ter esse dom :)

E para provar que isso não é Mentira que Homem conta tá a foto aí:

Tá certo que nem arrumei nada para fazer a foto, acho que é mais natural. O livro de educação estou lendo em 24 prestações e serve para uma eventual consulta ou não.

Vou aproveitar a foto e participar do EMEM que o Marcos me indicou. Eu indiquei o Henrique e o resto vocês já sabem como funciona.

Os batidores de um blog

Teve gente por aí que fez vídeo meu amigo! Não é preguiça minha, é pura falta de habilidade mesmo, pensar que tenho que gravar, colocar esse vídeo no YouTube, talvez editar e regravar me dá uma preguiça… desespero.

Essa é minha área de trabalho desse blog, aberto em várias janelas estão o GReader, o Gmail e outros blogs, nada interessante, o melhor vem a seguir :)

Esse é o local de trabalho onde minha pessoa se senta para escrever.

Aparentemente é confuso e bagunçado, aparentemente! Como tenho a cabeça muito grande consigo me encontrar nesse caos organizado já que sobra espaço na caixa craniana e o cérebro respira melhor, não sabia disso? (minha mãe dizia que minha cabeça era normal só que nunca me disse porque não encontrava chapéus em época de festa junina…)

Parece um pouco apertado o local, não é. Uso o mouse na mão esquerda e não sou canhoto, deve ser alguma disfunção, sei lá. Eu poderia ter retirado o cigarro, o cinzeiro e o isqueiro de lá mas ficaria artificial, entende?

É isso!

[jabá on] Ah! E se você se interessou pelo fantástico livro do Veríssimo pode comprar ele logo abaixo clicando na imagem do livro. [jabá off]

OBS: Não vejo a hora de anunciar livros dos dois senhores citados acima! :)

read more

Barco em modelo de golfinho. Olha quem é o piloto!

Ver esse vídeo estragou um post que eu faria no PostMania, lá eu explicaria o que é isso, colocaria umas fotos e selecionaria a categoria “Curiosidades”

Então fui assistir esse vídeo e percebo que quem está dirigindo o troço é o Pandão, o ilustre Fernando Cury, escritor do Documento Tupiniquim!

aiai ¬¬

É ele sim e posso provar!

link externo

via – veja também imagens aqui

Olha o Fernando logo abaixo na foto, no lançamento do livro “Retratos Urbanos” onde uma de suas crônicas foi escolhida entre muitas outras. Você também se orgulha dos seus amigos? Não? Então deveria :)

O Pandão é o cara logo na frente da turma segurando o livro com uma mão e segurando o próprio braço com a outra, deu para identificar não é? Também depois de uma explicação dessas… queriam o quê? Uma bolinha vermelha em volta dele?


read more
Página 1 de 11