Estudo mostra que o dinheiro traz sim satisfação, mas tem um porém

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Dinheiro, felicidade e satisfação pessoal. Esse tipo de tema e questionamento inunda a internet, é só fazer uma busca. E mesmo na nossa vida somos sempre levados a pensar sobre a relação entre dinheiro e felicidade e tanto é assim que chegamos ao ponto de criar frases estúpidas como “O dinheiro não traz felicidade, manda buscar…” e outras variações disso.

O porém:

Essa é a melhor parte, o porém, que é quando paradigmas velhos são explodidos

O fato (ou nosso porém) é que segundo um estudo da Cornell University mostrou que a satisfação com a compra de viagens, passeios, festas entre amigos e mesmo a compra de uma bicicleta para fazer execícios é um tipo de satisfação que só aumenta do momento da decisão até o “uso” desse evento pessoal e em alguns casos essa felicidade dura até depois do evento concluído.

Bem ao contrário da compra de uma TV LCD de 300 polegadas onde a satisfação começa alta e com o tempo diminui e depois desaparece, e sabe por quê? Tudo por causa da comparação! Porque sempre alguém vai ter uma TV maior e com melhor definição, interessante não?

Comparar o modelo e tipo do seu carro com dezenas de outros por exemplo é uma comparação fácil e rápida e a satisfação que antes era enorme acaba despencando. Usando um exemplo do mundo feminino acontece o mesmo com sapatos e roupas, a fulana vai numa festa e sempre compara: lá se vai a satisfação.

Com experiências pessoais isso é impossível.

Como comparar a satisfação de um belo almoço entre amigos? Como comparar a felicidade de fazer uma viagem para a China e visitar a grande muralha? É subjetivo e sendo assim a comparação não existe no nível pessoal.

Fantástico, não? Então vamos gastar nosso dinheiro em livros, filmes, viagens, etc, que geram as experiências pessoais que nos dão satisfação pessoal e por fim a felicidade.

Mais sobre esse estudo aqui: http://www.physorg.com/news189277732.html – em inglês

Foto crédito: Creative Commons License photo credit: AMagill

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A arte contemporânea é só o reflexo do contemporâneo…

Ontem pude ver uma notícia sobre uma escultura que está sendo exposta com uma Rã pregada em uma cruz, em uma das patas dela tem um ovo e na outra uma jarra de cerveja…

Segundo uma daquelas explicações típicas para esse tipo de coisa, o autor teve a idéia ao freqüentar bares onde se bebe e se conversa de tudo embaixo de crucifixos. Não deixa de ser interessante, é até legal.

Legal, interessante… Note que atualmente são esses os adjetivos que usamos para o que se chama de Arte.

“Até que é legal”

“Não entendi, mas é bem interessante!”

Me refiro é claro a esse tipo de coisa que vemos por aí, como cachorros amarrados até a morte como feito por um tal de Guillermo “Habacuc” Vargas e que é chamado de obra, ou algo assim.

Musee D'Orsay - Van Gogh
Creative Commons License photo credit: steve.wilde

Alguém pode até vir com aquele argumento de que talvez o artista seja incompreendido, como ocorreu com Van Gogh e tantos outros, besteira! Não para esse tipo de arte.

Já viu um quadro de Van Gogh? Já tive a felicidade de ver vários, senão quase todos eles, é algo impressionante, as cores quase que saltam das telas. Em reproduções ou fotos não temos noção alguma do que esse artista criou.

Quando você se depara com uma obra de Van Gogh na sua mente surge UAU!!

O mesmo acontece com a obra de Portinari que pode ser vista em uma igreja em Batatais, o famoso “Azul Portinari” é tão maluco que chega a causar incômodo visual, é um azul nunca visto.

E ao vez o azul Portinari você pensa, Minha Nossa!!

Então vemos essas porcarias que na verdade só querem chamar a atenção para o autor, chocando as pessoas e criando a famosa polêmica que se incumbe de se espalhar sozinha, exatamente o que estou fazendo aqui. Interessante o processo não é? ;)

Oras fazer algo assim é bem simples e não exige tanto conhecimento artístico ou intelectual assim e muito menos aptidão, talvez um pouco vai…

Chocar as pessoas usando religião, gostos, preferências sexuais e crenças em geral é muito fácil e qualquer um pode fazer.

Pregue uma rã em uma cruz na Itália e pronto! Amarre um cão e escreva idiotices na parede com ração canina e deixe o cão morrer de fome, pronto tá feito e seu nome vai rodar o mundo…

O que quero salientar aqui é que a Arte como é feita hoje tem muito mais de legal e interessante do que de obras que realmente nos impressionam.

E de outro lado existe esse tipo de arte, que é feito propositalmente para chamar a atenção, existe uma grande diferença.

O UAU!! é muito raro hoje ao vermos uma obra, dizemos muito UAU!! para o autor da obra, usando a palavra para imaginar como ele teve coragem de fazer ou dizer algo assim.

O contemporâneo é focado no EU, na promoção pessoal e as pessoas em geral não são tão belas quanto um Os Girassóis de Vincent. Na verdade nos parecemos mesmo com uma rã bêbada pregada em um cruz.

Links:

Atualizando:

Leiam aqui esse texto ótimo do Fernando Pandão do Documento Tupiniquin. Ele aborda o assunto de uma forma muito interessante. Por isso que sou fã de blogs :)

Veja aqui a tal Rã pregada na cruz

Aqui o site (que não vou linkar) de Habacuc, o cara que amarra cães, nesse link você pode ter o desprazer de ver o que ele fez: http://artehabacuc.blogspot.com/

Nesse endereço existe uma petição contra a presença dele e o seu “trabalho” em uma nova Bienal: http://new.petitiononline.com/13031953/petition.html

E aqui um link do Digestivo Cultural com um texto muito bom que fala sobre Arte Contemporênea

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Cartas de crianças para Deus

Acho que precisamos sempre conversar com crianças, escutar a opinião delas sobre a vida, no geral elas estão sempre certas.

Os índios americanos sempre me causaram grande interesse, eles possuíam uma sabedoria que me desconcerta e tratavam muito bem das crianças. É uma pena que muito pouco ou quase nada foi escrito. Tem um ditado que diz o seguinte:

Trate bem da terra: ela não foi dada para você por seus pais, ela foi emprestada pelas nossas crianças. Nós não herdamos a Terra dos nossos ancestrais, nós tomamos emprestado das nossas crianças.

O mesmo respeito com que eles tratavam da terra eles dispensavam às crianças. A terra era vista como uma mãe e como toda mãe ama seus filhos e espera o mesmo em troca.

A forma como as crianças percebem o mundo é o que tornam simples e sábias as conclusões que elas tiram, o que não ocorre com um adulto que já cheio de preconceitos e com a “visão” embaçada não consegue mais ver o que é simples.

Sempre achei estranho, muito estranho, esse comportamento e a pergunta que me martela na cabeça é de onde vem isso? Não tenho resposta… Só sei que precisamos encontrar uma “fórmula” para enxergar o mundo de uma outra forma, como uma criança e como os sábios enxergam.

A intenção desse post não é rir sobre como as crianças entendem Deus, mesmo porque esse comportamento infantil não é só com Deus ou com o Papai Noel, é com todos que elas respeitam:

Aqui tem algumas cartas de crianças para o genial Monteiro Lobato e algumas respostas dele. Tudo bem que Lobato é um tipo de deus da literatura infantil não é? :)

Lendo elas percebemos o mesmo pensamento lógico e puro e me chama a atenção a falta de interesse pessoal no “sentido adulto” do termo. Claro que existe um interesse, embora não é nada se comparado aos nossos…

Fico imaginando a felicidade de Monteiro Lobato ao receber uma dessas cartas, deve ter sido o maior dos prêmios que ele já recebeu. Para receber algo assim é preciso ter o respeito das crianças, nós precisamos do respeito delas, senão o que deixaremos?

Veja aqui mais dessas cartas.

“Você não precisa se preocupar comigo. Eu sempre olho para os dois lados – Dean”

“Por favor mande Dennis Clark para um acampamento diferente nesse ano – Peter”

Imagine como deve ser uma peste esse tal de Dennis :)

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Olha eu metendo a colher

A frase popular de não meter a colher em briga de marido e mulher serve para qualquer outra discussão. Não é questão de não apoiar ninguém e fica no alto do muro em segurança, é questão de se colocar no seu devido lugar.

Logo que comecei essa saga maluca de blogs entrei em um concurso do Carlos Cardoso sobre uma imagem da internet. Não ganhei o concurso, mas ganhei um link no Blog dele e ele ganhou um leitor, não pelo link e sim por seus artigos.

Até hoje esse link me manda visitas, acho que ninguém gosta muito do que escrevi (tirando a Thera claro) já que nem comentários recebo por lá, enfim….

Ontem, de forma completamente inocente fui fazer uma busca no Google sobre o blog do Pedro Dória já que queria enviar endereço para um amigo, e me assustei quando vi o resultado, bem bizarro por sinal.

E foi aí que sem querer me meti onde não fui chamado.

Gosto de saber o motivo das coisas e como tenho contato com o Slonik mandei para ele essa esquisitice e fiz uma pergunta técnica, já que ele sabe muito sobre blogs, como que isso aconteceu? Foi essa minha curiosidade, como pode acontecer isso?

O resto da história já dá para imaginar, o Slonik manda para o Cardoso que por sua vez publica no blog dele, o Contraditorium.

Ganhei outro link, já pedi ao pessoal do host pra aumentar o plano lá para receber as milhões de novas visitas :)

Para falar a verdade nem entendo o motivo deles ficarem se cutucando, quem está lendo o que escrevo a mais tempo sabe que sou contra discussões que não levam a lugar algum e pelo que pude me informar essa briga é antiga e a solução ainda não chegou, alguém já parou para pensar que é porque talvez não exista?

O Edney criou uma proposta muito boa em um excelente artigo que escreveu, e vou participar dessa também, é uma “Blogagem Inédita” e vale a pena ler o texto todo e participar!

americano-do-parem.jpgPara resolver essa questão eu tomaria tranqüilamente uma cerveja com Carlos Cardoso e Pedro Dória, em um bom boteco todo mundo se entende e como me considero bom em diplomacia os dois acabariam se abraçando no final. ;)

Só que nem adianta me chamarem porque a minha 1ª cerveja com um blogueiro está combinada com o Fernando do dT, então não insistam.

Sentar, tomar uma cerveja bem gelada, falar sobre livros, música, consertar a política e não se levar tão a sério, a vida é curta e feliz é aquele que consegue rir de si mesmo!

O que segue abaixo é um bônus ou não, depende com que olhos vemos.

Vou deixar um belo trecho nesse vídeo do filme “O Grande Ditador” de Chaplin, está em inglês mas a melhor tradução que encontrei segue abaixo (link).

O ÚLTIMO DISCURSO

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio … negros … brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem … levantou no mundo as muralhas do ódio … e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem … um apelo à fraternidade universal … à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora … milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas … vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia … da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais … que vos desprezam … que vos escravizam … que arregimentam as vossas vidas … que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar … os que não se fazem amar e os inumanos. Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela … de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo … um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

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