Compaixão e empatia são somente atividades cerebrais

O pessoal que estuda psicobiologia, na minha ignorante opinião, faz mais confusão com seus estudos do que outra coisa. Creio sinceramente que no futuro esses dados coletados servirão para aumentar o conhecimento embora a impressão que é passada atualmente é de que o cérebro humano é uma máquina cheia de conexões nervosas onde substâncias agem em determinadas situações.

Claro, o cérebro é isso mesmo, um pedaço de massa em funcionamento. O meu problema com as conclusões desses estudos é que máquina é uma metáfora da mesma forma que a carruagem de fogo em que não sei quem sobre aos céus.

E mais, máquinas foram criadas pelo homem, então é uma metáfora elevada a terceira potência que está sendo usada por quem abomina metáforas :) Sei lá, acho isso muito interessante…

Nesse estudo da Universidade de Chicago foi mostrado que crianças sentem e mostram atividades em partes do cérebro quando observam alguém se machucando, nos adultos ocorre o mesmo.

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Hillary apanhando de uma máquina de café

Se os americanos forem decidir se baseando nas habilidades de Hillary Clinton em pegar um café de uma máquina o Obama deve levar a melhor.

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5 ótimos livros e 1 que pode apodrecer na estante

Dando seqüência ao Meme enviado pelo Ibrahim. Esse trata do seguinte: Escolha 5 livros que você adora e 1 que nunca leria, acho que é isso…

Vou selecionar os 5 livros que mudaram muito minha forma de pensar.

O Renascimento da Natureza de Rupert Sheldrake – pude ler pela 1ª vez esse livro em abril de 1999, estou relendo no momento e é incrível como continua atual. Os conceitos de Sheldrake, baseados na ciência dão uma nova esperança, pelo menos para mim, na união do homem com a natureza e de que é possível causar uma evolução em nossos conceitos sobre a complexidade do ser humano que atualmente é comparado com uma simples máquina.

O Reino de Deus Está Em Vós – Leon Tolstoi – um livro fantástico, libertário, contestador e que certamente lhe dará um nó na cabeça! Não é um livro que trata de religião, mesmo que vários conceitos criados nele se baseiem nas palavras de Jesus Cristo. É antes de tudo um livro anárquico que certamente será lembrado nos próximos 500 anos, se sobrevivermos a nós mesmos…

O Herói de Mil Faces – Joseph Campbell – nem precisa de apresentação, é um estudo de mitologia comparada que nos mostra que no fundo somos todos iguais, temos os mesmos anseios e dúvidas e que embora muitas culturas, costumes e religiões se considerem tão diferentes umas das outras, no final são a mesma coisa! Assim como o livro de Sheldrake, esse UNE ao invés de SEPARAR.

Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo – Carl G. Jung - não é um livro fácil e é meio chato até, só que o conceito de inconsciente coletivo está ligado a Campbell e a Sheldrake, pelo menos na minha visão, e por isso me interessa estudar sobre isso. Acredito muito que estamos todos unidos e conectados, como ainda não descobri e nem sei se vou…
A Arte da Guerra – Sun Tzu – Esse livro não se usa somente para a guerra, é para a vida mesmo! É um livro que considero mágico, cheio de interpretações e não se cansa de ler. Acho que já puder ler mais de 10 vezes, é pequeno e simples. Tenho até um resumo que eu fiz, se alguém quiser posso enviar.

Tem muitos outros, mas a idéia é citar somente 5. Vou só dizer mais um, tudo bem? Na verdade não um, seriam todos os evangelhos apócrifos, como gosto muito de estudar sobre religião, esse evangelhos trazem uma verdadeira luz (não divina claro) sobre o que é a Bíblia, sobre como ela foi escrita e evoluiu (?) através do tempo, além de colocarem em xeque vários pensamentos ditos divinos e dogmáticos, o que muito me interessa. ;)

O livro que eu nunca perderia meu tempo lendo, nem por curiosidade histórica seria o Mein Kampf do suíno em forma de ser humano chamado Hitler, aliás nem vou falar sobre isso, esse é um nome que deveria ser esquecido da história.

Vou repassar para:

Enio

Santaum

Henrique Wint

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Palestra Jill Bolte Taylor ou Os mistérios do nosso cérebro

[Esse artigo é dedicado a minha querida amiga Maria Ida, que também nunca se cansa de perguntar]

Adoro desafios, viver é um enorme e isso é muito bom! Esse me tomou tempo e não sei dizer muito bem porque fiz isso. Talvez porque o vídeo que segue abaixo chamou muito minha atenção a ponto de querer ver se chama a atenção de outras pessoas.

E como compartilhar isso se está tudo em inglês? Nem todo mundo sabe inglês, então decidi traduzir. Me cansou muito os olhos e não estou podendo fazer isso (meu médico vai querer me matar!). Espero que a tradução esteja boa.

Como não sou nenhum expert nisso erros com certeza aparecerão, vou deixar um link com o texto em inglês e se alguém quiser fazer mudanças é só deixar um comentário que eu vou alterando, sintam-se à vontade para isso!

O vídeo é de uma palestra do TED, com a Drª Jill Bolte Taylor, uma Neuroanatomista de Harvard. Ela teve um derrame de um tipo bem raro, demorou 8 anos para se recuperar, só que como estudiosa do cérebro humano ela conseguiu estudar e se lembrar de tudo. Esse é o relato de sua experiência descrito de forma apaixonada e magnífica. E na minha opinião, até revolucionária.

Por que revolucionário? Porque é uma cientista que através dessa experiência pode mudar e muito a forma como vemos o mundo e nosso papel nele. Como o lado esquerdo do cérebro entrou em colapso ela pode ver o mundo somente com o lado direito, e é muito interessante!

Alguns céticos podem simplesmente dizer: “Olha, essa hemorragia que ela teve no cérebro pressionou certas regiões e ela alucinou e viu coisas, só isso” Eu respeito quem pensa assim, só que eu acho esse o caminho mais fácil, se coloca uma pedra na questão e nem se discuti…

O mais difícil é imaginar que o que ela passou pode ser real, e se é real o que é isso? Como funciona nosso cérebro, onde começa isso e acaba aquilo? Quando, onde e como? Eu prefiro viver perguntando e tendo a certeza de que nunca sabemos o bastante.

Assista! Acredite ou não, eu aplaudi sozinho no final da palestra, bem idiota né? :)

Uma coisa é certa, a Drª Jill vai ter muito material para pesquisar.

Atenção, post atualizado: tenho uma excelente notícia, o livro em português da Drª Jill Bolte saiu no Brasil, em breve estarei fazendo uma resenha sobre o livro. Enquanto a resenha não sai clique aqui e saiba mais sobre o livro.

update: 30/10/2208 – os vídeos foram legendados:

link

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Após o vídeo segue a transcrição. É bem grande, então eu dividi a página, clique para continuar.

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Deus abençoe a América e nos proteja dela

Em um livro de Montesquieu que trata sobre a Queda do Império Romano o que me chamou a atenção foi a questão do crescimento da máquina de guerra romana, um dos fatores que ajudaram para a ruína desse império.

Os romanos ao realizar tantas guerras e conquistas, se tornaram um império de guerreiros e isso custou muito caro! Nos EUA está ocorrendo o mesmo. Milhões de pessoas vivem hoje por conta do governo por terem lutado em guerras.

Quando se entra em uma guerra algumas etapas e situações são bem claras:

- Custos de invasão e dominação, serviço de inteligência, armazenagem de material bélico, logística, baixas de guerra, reposição de material, manutenção de equipamentos.

- Custos de manutenção da dominação, logística para levar alimentos, remédios, combustível, comunicação e armamento. Se uma base é criada os custos são maiores ainda, é preciso proteção 24 horas por 7 dias na semana, instalações adequadas, armamento e soldados.

- Custos de baixas de soldados e destruição de equipamentos, é preciso repor tanto pessoas quanto tanques.

O livro de Montesquieu trata também de outros assuntos, mas a questão da expansão militar e dos custos internos que isso acarreta sempre me chamou a atenção, é nesse tema militar que as semelhanças entre EUA e Roma são grandes na minha opinião.

O ex-presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, em seu controverso discurso de despedida de 1961 alertou sobre isso. Nesse texto ele fala sobre os perigos do complexo industrial militar que se estabeleceu por lá como uma força poderosa.

This conjunction of an immense military establishment and a large arms industry is new in the American experience. The total influence-economic, political, even spiritual-is felt in every city, every state house, every office of the Federal government. We recognize the imperative need for this development. Yet we must not fail to comprehend its grave implications. Our toil, resources and livelihood are all involved; so is the very structure of our society. In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist.

É controverso porque ele admite a importância e ao mesmo tempo alerta sobre o tamanho e a força desse imenso império militar. (esse discurso completo aqui)

Quem gosta de conspirações diz que Kennedy foi assassinado por ser contra a guerra do Vietnã, não é um argumento tão absurdo, ainda mais quando você conhece as cifras dessa guerra. Os custos diretos na guerra do Vietnã foram de 113 bilhões de dólares, economistas calculam que com o pós-guerra já atingiram 219 bilhões!! (fonte)

Em todas as guerras que os Estados Unidos se envolveram e lutaram algo em torno de 6.5 trilhões de dólares foram gastos, sem contar com os 6 trilhões de dólares 1 trilhão que se projeta para os gastos no Iraque até o momento…(update: esse cálculo de 6 trilhões é de Joseph Stiglitz, economista americano e está dividido em 3 trilhões custos diretos para os EUA e 3 trilhões que estão custando ao mundo, essa é uma estimativa dele e estou inserindo aqui porque achei bem plausível)

Esse volume de gastos só cresce, de um orçamento militar de 350 bilhões em 1998 aos malucos 650 bilhões destinados somente para esse ano.

Será que eles estão gastando mais para dominar o mundo?

Não, é simples demais pensar assim. A questão é, com invasões como a do Iraque e o mundo todo instável como está, mais bases militares são espalhadas pelo mundo, mais tropas ativas, mais tropas inativas, mais viúvas de soldados, isso é como uma bola de neve de desenho animado que não pára de crescer, a não ser que reconsiderem a sua política externa de forma drástica.

Na Arábia Saudita, tropas americanas ficaram por uns 2 anos, além de perder muito dinheiro, ganharam o ódio de um saudita chamado Osama Bin Laden.

Hoje os EUA possuem 14 bases militares só no Iraque! Isso custa e muito, como custou ao povo de Roma manter centenas ou milhares de bases (mesmo que pequenas) ao redor do mundo. (fonte e fonte)

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fonte imagem (Global Research)

No mundo todo de 700 a 800 bases são controladas e/ou operadas por americanos, 255.065 soldados/tropas estão espalhados pelo mundo, se isso é para dominar o mundo não me importa muito, o que me assusta e deveria assustar os americanos e o resto do mundo é o fato deles estarem repetindo erros do passado, erros esses que levam a queda de qualquer império. E querendo ou não, muitas economias dependem do consumo americano.

Mas por que gastar tanto com bases militares? Elas são como avisos constantes: “Cuidado, nós estamos aqui do seu lado, então não nos cause problemas” E servem também para garantir a supremacia imperial e a influência em certas regiões, é o velho e sempre útil “carrot and stick”. Primeiro você oferece uma recompensa, um agrado, se não funcionar você mostra quem manda.

É incrível como métodos e técnicas usados para se atingir a supremacia são milenares, como também são antigas as recomendações sobre os perigos de guerras prolongadas. Por volta de 400 a.C. Sun Tzu já alertava para “uma ferida para o país” que permanece muito tempo em guerras, faz só uns 2.500 anos que ele escreveu isso e os erros continuam sendo repetidos!

Guerras em nome da liberdade eu duvido muito, por petróleo, seguindo ordens de capitalistas que faturam muito com guerra e estão viciados nelas, ou o que for. O fato é que os Estados Unidos estão em recessão, existem outros fatores, mas o dinheiro gasto com guerras vai fazer falta agora.

Os EUA vão entrar certamente em uma recessão forte que vai crescer devagar e quando vier, vai atingir o mundo todo. Nenhum país consegue se manter por tanto tempo em guerras sem pagar o preço disso.

Não importa muito nossa posição ideológica sobre esse grande país, só que do mesmo jeito que criticamos de maneira muito fácil deveríamos também reconhecer muito facilmente a contribuição dos americanos para o mundo e perceber também que a história acaba se repetindo, Roma trouxe avanços significativos ao mundo, os Estados Unidos também.

O duro será sofrer as conseqüências dos erros deles, mas o mundo precisa se preparar para isso.

E quem sabe algo positivo saia disso tudo. Nas palavras de Darcy Ribeiro em seu livro “O Povo Brasileiro” o Brasil pode se transformar na grande potência que é seu destino, um país continente, mestiço e cheio de particularidades, uma Nova Roma, só que uma Roma que não fará guerras.

(Esse artigo está participando da “Blogagem Inédita”. Detalhes sobre essa iniciativa do Edney podem ser lidas aqui.)

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