O Haiti e grande parte da África não existem
Claro que a gente se lembra de Banda Aceh na Ilha de Sumatra e lembramos muito bem das Ilhas Phi Phi e Phuket. Com mais facilidade ainda nos lembramos da província de Sichuan onde, não faz muito tempo (2008), ocorreu um terremoto terrível, difícil não lembrar, não é?
É difícil de lembrar, porque metafóricamente falando, nenhum desses lugares existe, assim como o Haiti e uma enorme parte do continente africano não existem!
O que sabemos sobre a África além dos leões em documentários sobre a vida animal ou das grandes notícias quando dizimam, massacradas a golpes de facão, milhões de pessoas? O que sabemos dos interesses europeus e norte-americanos nesse continente além do óbvio desejo pelos “diamantes de sangue” e pelo rico petróleo? Veja a situação do Zaire… opa, me desculpe, a República Democrática do Congo, onde também temos a República do Congo, Angola de outro lado e ainda um território chamado Cabinda onde ocorreu o ataque a seleção de futebol nessa semana. Confusa essa região e o motivo é petróleo, não as pessoas que vivem lá. (update: Sobre a dependência do petróleo, o mapa explica muita coisa)
A guerra reina por lá desde os anos de 1960, poxa vida, faz tempo demais e só ouvimos falar de algo até que alguns malucos terroristas tentam metralhar um ônibus cheio de jogadores de futebol? E vou te dizer porque ouvimos falar tanto disso: É só porque entre os jogadores deveria ter um ou dois super jogadores de super clubes europeus que não gostariam de perder seu investimento, se não fosse assim quando ouviríamos falar do território de Cabinda?
E no Haiti, quem ajudava tanto assim aquele país? Não falo de ONGs ou de outras intituições de caridade ou de auxílio que sempre estão ajudando, estou falando de PEIXE GRANDE, quem olhava para o Haiti? Aliás, quem olha para a África ou para as regiões pobres da China, da Rússia, dos países do leste europeu, dos países vizinhos do próprio Haiti, pelos miseráveis do nosso Brasil e de todo mundo?
Sabemos muito bem quando o mundo percebe que esses lugares realmente existem… e é quando algo muito chocante acontece ou quando ameaça a segurança de algum país. E no caso dos haitianos que sobreviveram é isso que eles ganharam por passar por essa tragédia natural horrorosa:
Em 3 dias, doações anunciadas ao Haiti superam um terço do orçamento do país
França pede perdão da dívida externa do Haiti
Onu pede 550 milhões de dólares para o Haiti – Isso é mais da metade do orçamento deles em 2008
Para ajudar Haiti, Cuba libera espaço aéreo aos EUA
É isso amigos, o mundo todo tem o velho hábito de remediar e raramente prevenir. É triste, é um tanto bárbaro até e tão bárbaro que creio que daqui 250 anos quando outro tipo de humanidade estiver por aqui vai nos classificar na história da humanidade como “A Época do Egoísmo”.
read moreEtanol de novo, defensores e os outros
Defensores:
Pude ler no Adorador de Pão Sírio essa pequena nota que ele deixou por lá. Se refere ao artigo da revista The Economist que defende o fim das tarifas ao etanol brasileiro.
Os outros:
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua foi mais radical que a ONU, disse ser completamente contra a produção de biocombustíveis. Que homem sensato!
O bom da história é que ninguém vai escutar Ortega, nunca escutaram. Já a The Economist é outra conversa.

photo credit: jorgemejia
Até em mesa de pôquer dá para discutir sobre etanol
Eu jogo Poker (ou pôquer) e converso muito com o pessoal da mesa, tem um chat que dá para você interagir, ou irritar seu oponente. A maioria dos americanos que conversei nos últimos anos foram educados e curiosos a respeito do nosso país.
Esse comportamento mudou. Tudo bem que eu tenho uma certa facilidade para me meter em confusão, tem hora que eu falo demais e algo sai errado, só que eles mudaram.
Outro dia fiz um comentário sobre uma música do REM “Shiny Happy People” que toca no filme do Michael Moore (Fahrenheit 9/11), lembram?
Rapaz! Para que eu fui fazer isso, saiu do controle e por mais que eu tentasse consertar pior ficava e como ficava muito pior entrei na dança e falei um monte de coisas que eu achava que eles precisavam ouvir. Eles ficavam me chamando de mexicano, seria isso algum tipo de ofensa?
Piorou quando eu disse que o Brasil era a Nova Roma e que não via a hora deles implorarem por um visto para vir trabalhar por aqui já que o país deles vai afundar, eu sei que exagerei nessa… :)
Só que quando você é ofendido por gente dizendo que vivemos em árvores igual macacos a sua paciência acaba.
Teve um cara que me disse que eu estava incomodado com os americanos porque eles estavam lutando no Iraque: “we are fighting e blá blá blá”, então eu disse pra ele:
“Me desculpe meu amigo, mas você está jogando poker, os soldados estão lutando lá, não diga NÓS quando VOCÊ não faz parte”
Pronto… lá se foi meu chat. :)
Hoje consegui entender uma das razões deles estarem tão nervosos. Procurando por um vídeo sobre etanol acabei encontrando um monte deles criticando o Brasil. Em parte por causa daquela declaração da ONU sobre biocombustíves eu imagino.
Cheguei nesse artigo da Time e já deu para notar que eles estão muito preocupados conosco. Nas palavras de um sujeito lá “It’s like witnessing a rape.” o se referir ao desmatamento, talvez ele lembrou do estupro em Samarra, só pode ser.
O controle de desmatamento no Brasil está muito aquém do ideal, só que isso é um problema nosso! Alertar, se preocupar é muito válido, mas repito: Isso é um problema nosso!
E agora que estamos só começando a crescer, pelo menos um pouco, será montada uma patrulha para colocar a culpa da fome mundial no nosso etanol?
Sabia que 4,8 milhões de hectares de cana estão plantadas nesse momento, muito? O Brasil possui 850 milhões de hectares, desse total gigante 436 milhões estão cadastrados no INCRA, somente 1% é de cana-de-açúcar…
Além de que o plantio da cana exige uma rotatividade de outros tipos de plantações até onde eu saiba, por isso que ela é tão interessante financeiramente e até em termos ecológicos, principalmente quando ela não é queimada.
E não, eu não sou produtor de cana.
O que me irrita é que agora que chegou a nossa vez (ou assim parece), também é a nossa vez de ter que comprar um pouco de amor. O problema é que eu não tinha tantas fichas assim :)
Let´s buy a lot of love baby!
Um garoto entediado lendo o artigo, um típico americano comum muito entediado.
Acabei de ver nesse blog aqui essa notícia sobre o potencial brasileiro, encontrei depois que terminei esse artigo, os dados são interessantes.
read moreO dia que a Economia ficou maluca!
Hoje Na última quarta-feira eu tomei um susto atrás do outro, parecia que estavam todos loucos.
O Fed cortou 0,25 ponto percentual da taxa de juros americana que passou para 2% ao ano.
Bovespa: +6,33% é duro não ter 2 milhões numa hora dessas viu!
O dólar caiu para R$ 1,663
Gasolina sobre 10% e Diesel 15%
O Brasil atinge o chamado Grau de Investimento, algo fantástico, o país agora é visto como tendo condições de honrar com suas dívidas. Nesse link você pode ver onde o Brasil se encaixa.
E para melhorar ainda mais, no dia 29 de abril o pessoal da ONU resolveu diminuir as críticas aos biocombustíveis aliviando um pouco para o nosso lado.
Se eu entendo de economia? Muito pouco, na verdade só sei o que eu leio por aí, só que se olharmos esses dados acima podemos tirar algumas conclusões que para mim são óbvias… Até me lembrei de um post que escrevi sobre o assunto da fome e do biocombustível.
- Os EUA estão afundando, claro que nada como 1929, mas estão. (Tem um amigo meu que diz que sou louco, o tempo vai dizer)
- Agora é mais seguro investir no Brasil e isso é ótimo!
- Gasolina e diesel mais caros deveriam aumentar o consumo de etanol, o que na minha modesta opinião é uma maravilha para o Brasil. Gera emprego, investimentos, renda e é menos poluente.

photo credit: Pedro Accioli
Resumindo, parece que chegou a nossa vez. Nós sempre estivemos no eterno país do futuro e pelo que parece esse futuro chegou, ou está bem próximo.
E agora que chegou a nossa vez seria bom o resto do mundo nos deixar em paz com suas críticas sem fundamento ou parar de tentar desqualificar a nossa tecnologia quando se fala de etanol.
E que para esse futuro chegar completo e para a maioria da população é preciso investimentos em infra-estrutura, construção, reformas e mais reformas, como na educação, segurança, saúde, política… Tem muito o que fazer por aqui, mas que chegou nossa vez isso eu tenho quase certeza.
Se o cenário econômico brasileiro só melhora, os nossos governantes deveriam imitar a tendência e melhorar também.
read moreEtanol, Petróleo, ONU e a Fome
(Escrevi esse post na maior pressa, o blog está instável e queria publicar antes que ocorra algum problema, peço que me desculpem qualquer erro. Amanhã estarei revisando, Abraços a todos!)
Hoje, o “Top Story” da BusinessWeek trata sobre o aumento dos preços nos alimentos. A culpa seria do Etanol além de outros fatores, mas é o etanol que está na ponta da língua para qualquer crítica, isso porque os produtores americanos de milho estão vendendo sua produção para fazer etanol e não para alimentos, simples assim. Só que o álcool brasileiro é bem diferente do feito de milho, o uso de água nos processos de fabricação também são grandes, muitos questionam o estrago causado na natureza, mas nada que não possa ser resolvido. Mesmo assim, sendo nosso álcool feito de cana-de-açúcar a sua eficiência é maior.
Etanol soluciona o problema do aquecimento global? Claro que não! O Etanol é mais uma das medidas a serem adotadas para a solução desse gigantesco problema e por que tantas críticas ao etanol, qual a razão de criar tanto barulho devido o aumento na produção, dizendo inclusive que pode ser um crime contra a humanidade?
Então surge a expectativa ainda não confirmada de que com os novas reservas de petróleo descobertas, nós brasileiros, poderemos fazer parte de um seleto grupo de grandes exportados de petróleo.
Henry Kissinger, antigo secretário de estado americano disse uma vez: “Controle o petróleo e você conseguirá controlar nações; controle a comida e você controla o povo.”
O que aconteceria com um país que controle o petróleo, os alimentos… e o etanol!?
E se, é só uma pergunta, E SE o Brasil se transformar em uma potência na produção de petróleo, uma potência na produção do melhor etanol do planeta e ainda conseguir manter a produção de alimentos? Impossível?
E SE?
Nosso território representa quase 50% da américa do sul, somos tão grandes quanto os EUA, somos um continente.
Temos maior quantidade de água potável (seria doce?) que muitos países, a amazônia, um litoral gigantesco que vai de ponta a ponta do país, terra fértil e pronta para produzir, milhões de agricultores querendo trabalhar.
Potencial enorme para turismo, construção civil, obras de saneamento, estradas, indústrias, comercialização de produtos no brasil e fora. E tudo isso gerando emprego e renda que gera mais produção, mais consumo e mais necessidade de investimentos. Tem muito que fazer nesse país ainda, pense bem!
ONU diz uma coisa, o Bird outra…
E SE…
Sem querer no tornarmos os líderes mundiais completamente por acidente?
Será que isso desagrada outros países?
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