Mudança em um paradigma. Que tal uma explosão no paradigma?(de

(Aviso: este post está sendo escrito, talvez eu altere, ou não… Só preciso soltar ele, ele está reclamando de ficar mais de 24 horas parado :) é um tormento na verdade. )

Paradigma você sabe que é o modelo, o padrão, de vida, de comportamento etc. Prefiro usar modelo e padrão, usam demais a tal “mudança de paradigma”, demais.

Mudar. Mudanças levam tempo, nada acontece em poucos segundos porque é um processo lento de conscientização de seres humanos que são naturalmente arrogantes, donos da grande verdade, arrogantes (de novo!), vaidosos e teimosos. Só o teimoso que difere aqui, o resto é a mesma coisa, arrogância pura(mais uma vez).

Agora te pergunto, como seria uma explosão em um modelo de comportamento, em um estilo e padrão de vida, se preferir, no paradigma? Como seria? E o que seria uma explosão?

(Me refiro a uma mudança em um grupo e não somente a uma pessoa)

Considero que uma explosão do modelo seria comparável ao que os judeus sofreram na 2ª Guerra Mundial, algo tão maluco, tão escabroso e sem lógica que em poucos meses o que era já não existia mais.

Um dia você está no conforto da casa ou em seu trabalho diário e no outro está amontoado em um depósito de pessoas, longe de sua mulher e de seus filhos que foram em outro trem para um campo de concentração diferente. Isso é um tipo de explosão, é uma enorme e terrível explosão!

(* O mesmo ocorreu com os escravos africanos, mas temos a tendência em sempre lembrar dos judeus porque ocorreu em uma época chamada de moderna, acredite, nós não somos tão modernos e desenvolvidos assim…)

Olha que interessante o que ocorreu com os astronautas do programa Apollo. Como você sabe esse programa levou o homem à Lua e com os astronautas ocorreu essa explosão. A maioria deles voltou com sentimentos e tendências espirituais mais afloradas, não estamos falando de religião! É de espiritualidade, alguns sentiram que estavam conectados uns aos outros, que faziam parte do todo e que o todo fazia parte deles.

Tat tvam asi – traduzido sânscrito: “Tu és isso” No momento em que nos identificamos com o todo e que tomamos consciência de que somos iguais e fazemos parte do mesmo processo sentimos o Tat tvam asi, os astronautas sentiram e é isso que considero uma explosão no modo de viver e pensar.

Algo similar ocorreu com a neuroanatomista Jill Bolte Taylor. Ela sofreu um derrame cerebral e o que sentiu se parece muito com o que os astronautas sentiram.

O que mais seria uma explosão? Se a gente pensar um pouco podemos encontrar várias, é só pensar em coisas absurdas e exagerar:

  • Um asteróide em rota de colizão colisão (obrigado Sara! Nada como ter uma jornalista na família) com a Terra
  • Uma ameaça global de aquecimento e derretimento de geleiras

Ou qualquer outro tema apocalíptico que você escolher. Muita gente morre, o planeta está lascado e etc…

Suponha, só suponha:

E se acontecesse algo mais bizarro ainda, algo quase impossível em que ninguém (a princípio) morreria? Sem tragédias, nem deuses descendo dos céus para nos salvar. Imagine que um dia visitantes de outro planeta cheguem até aqui, desçam no nosso planeta para todo mundo ver e falem o seguinte:

Nós precisamos falar com vocês. Gostaríamos de conhecer vocês e também que nos conheçam…

Só isso, sem guerras, sem grandes revelações divinas, só conversa. O que será que aconteceria? Nós mudaríamos nosso comportamento em que sentido? Sei lá, são só perguntas que me surgiram depois de ver esses vídeos hoje:

http://au.youtube.com/watch?v=CtUe8f9L0_o

http://au.youtube.com/watch?v=1fTLzrIU_BU&feature=related

http://au.youtube.com/watch?v=_8jiSFNmTms&feature=related

Saturn V Flight Manual
E a pergunta final: Precisamos experimentar processos traumáticos, bons ou ruins, para podermos mudar nossos modelos? Será que ao invés de ficarmos esperando por situações extraordinárias poderíamos alcançar esse sentimento espiritual (não é religião!) tão nobre que faz parte de todos nós?

De Schopenhauer em Sobre o Fundamento da Moral: “Como é possível que o sofrimento que não é meu, nem de meu interesse, possa afetar-me imediatamente como se fosse meu, e com tamanha força que me impele à ação?… Isso é algo realmente misterioso, que a razão não consegue explicar e para a qual não há base na experiência prática. Nem os mais frios e egocêntricos estão isentos desse sentimento. Vemos exemplos, todos os dias, de reações instantâneas deste tipo, sem reflexão; uma pessoa ajudando outra, correndo ao seu auxílio, às vezes até colocando a própria vida em perigo por alguém que viu pela primeira vez, nada mais tendo em mente além de que o outro está em perigo e necessidade…”

Gosto de Schopenhauer :)

Creative Commons License photo credit: jurvetson

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Como é bom ler um livro bom! E os bastidores de um blog

Ontem terminei pela 3ª de ler “As Mentiras que os Homens Contam” e não é mentira minha não, é a terceira vez mesmo.

Crônicas são mágicas porque depois de um tempo se você pegar para ler novamente novas sensações e novos pontos de vista são observados e sentidos talvez porque tinham passado despercebidos, é bem interessante.

Eu gargalhei tanto com o livro do Veríssimo que caso alguém me visse acharia que eu tinha ficado louco de vez… O livro fala sobre aquelas situações da vida em que temos que mentir, nada de mentira maldosa, aquelas mentirinhas que quando percebemos já saiu, sabe? ;)

Um grande escritor que conheço é o Fernando, se você não conhece ainda está perdendo. Aproveite e assine os feeds dele, assim você recebe o que há de melhor sendo criado em blogs e crônicas. Um outro escritor excelente que indico é o Toninho Moura.

Os dois na verdade chegam a ser irritantes de tão criativos, é sério, irrita gente como eu queria ter esse dom :)

E para provar que isso não é Mentira que Homem conta tá a foto aí:

Tá certo que nem arrumei nada para fazer a foto, acho que é mais natural. O livro de educação estou lendo em 24 prestações e serve para uma eventual consulta ou não.

Vou aproveitar a foto e participar do EMEM que o Marcos me indicou. Eu indiquei o Henrique e o resto vocês já sabem como funciona.

Os batidores de um blog

Teve gente por aí que fez vídeo meu amigo! Não é preguiça minha, é pura falta de habilidade mesmo, pensar que tenho que gravar, colocar esse vídeo no YouTube, talvez editar e regravar me dá uma preguiça… desespero.

Essa é minha área de trabalho desse blog, aberto em várias janelas estão o GReader, o Gmail e outros blogs, nada interessante, o melhor vem a seguir :)

Esse é o local de trabalho onde minha pessoa se senta para escrever.

Aparentemente é confuso e bagunçado, aparentemente! Como tenho a cabeça muito grande consigo me encontrar nesse caos organizado já que sobra espaço na caixa craniana e o cérebro respira melhor, não sabia disso? (minha mãe dizia que minha cabeça era normal só que nunca me disse porque não encontrava chapéus em época de festa junina…)

Parece um pouco apertado o local, não é. Uso o mouse na mão esquerda e não sou canhoto, deve ser alguma disfunção, sei lá. Eu poderia ter retirado o cigarro, o cinzeiro e o isqueiro de lá mas ficaria artificial, entende?

É isso!

[jabá on] Ah! E se você se interessou pelo fantástico livro do Veríssimo pode comprar ele logo abaixo clicando na imagem do livro. [jabá off]

OBS: Não vejo a hora de anunciar livros dos dois senhores citados acima! :)

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Compaixão e empatia são somente atividades cerebrais

O pessoal que estuda psicobiologia, na minha ignorante opinião, faz mais confusão com seus estudos do que outra coisa. Creio sinceramente que no futuro esses dados coletados servirão para aumentar o conhecimento embora a impressão que é passada atualmente é de que o cérebro humano é uma máquina cheia de conexões nervosas onde substâncias agem em determinadas situações.

Claro, o cérebro é isso mesmo, um pedaço de massa em funcionamento. O meu problema com as conclusões desses estudos é que máquina é uma metáfora da mesma forma que a carruagem de fogo em que não sei quem sobre aos céus.

E mais, máquinas foram criadas pelo homem, então é uma metáfora elevada a terceira potência que está sendo usada por quem abomina metáforas :) Sei lá, acho isso muito interessante…

Nesse estudo da Universidade de Chicago foi mostrado que crianças sentem e mostram atividades em partes do cérebro quando observam alguém se machucando, nos adultos ocorre o mesmo.

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