Sharon Stone, o terremoto e a grana para comprar a Amazônia

Meu leitores sabem de minha intimidade com Sharon Stone, coisa antiga…

Mesmo com todo carinho que tenho por essa pessoa, me senti um pouco decepcionado, só um pouco, nada de extraordinário. No último sábado (24-05) foi colocado um vídeo no YouTube de uma entrevista com a atriz no majestoso e glamoroso tapete vermelho de Cannes. Nunca entendi e nem procurei saber porque esses tapetes são vermelhos…

A pérola já conta com cerca de 340 370 mil visitas e dá para entender o motivo.

No vídeo Sharon fala sobre o terremoto na China, também sobre como os chineses tratam mal os tibetanos, sobre as olimpíadas e eis que surge o momento de glória ao inverso:

E então com tudo isso na minha cabeça (Tibete, chineses maus e olimpíadas), veio esse terremoto e pensei, será que isso é Karma? Quando você não é bonzinho com os tibetanos coisas ruins acontecem com você?

Após essa frase ela completa dizendo que recebeu uma carta que diz que tibetanos queriam ajudar os chineses (juro que não entendi muito bem essa parte) e que achou muito bonito isso e etc, e que é lindo ver pessoas querendo ajudar os chineses maus. Enfim!! Ela tentou consertar e ficou pior.

Sharon minha querida, vejo que anda preocupada demais com esses assuntos chatos que assolam o mundo e isso pode estar afetando seu julgamento ou mesmo colocando em risco sua sanidade mental, me ligue!

PS: só me ligue depois da quarta-feira ok? Estou muito ocupado no momento, preocupado e com medo dos gringos comprarem a Amazônia a preço de bananas, literalmente falando.

A propósito, você teria 50 bilhões de dólares para me emprestar? É que eu acho que consigo comprar a Amazônia inteira com esse dinheirinho ;)

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Auto Entrevistando-se

How many blogs would a weblog blog if a weblog could blog blogs? Creative Commons License photo credit: dullhunk

Esse Meme, que é uma Egotrip levada ao extremo, foi indicado pelo nobre amigo Fernando Cury. Uma entrevista, um pouco assustador para ser sincero…

E por falar em sincero, vou responder as perguntas falando a verdade, eu acho.

1. Por que resolveu criar o blog?

Porque eu não tinha o que fazer, é sério! Criar um espaço que eu pudesse passar meu tempo lendo e escrevendo seria ideal, e o que era só para passar o tempo virou vício, é mais um…

Trabalhei com educação de 1996 até junho de 2007, um tempo bom que deu para aprender muito. Tem hora que penso em montar um blog sobre o tema.

2. O que te dá mais prazer em blogar?

Escrever me faz muito bem! E o que me dá mais prazer mesmo é ver que pelo menos uma pessoa reagiu ao texto, isso não tem preço…

3. Indique um blog bom e um que você não gosta e por quê.

Blog que não gosto não leio, os que gosto estão na página “Blogs que leio” Como a citação repassa automaticamente esse meme vou citar alguns: 21 horasBlog do PlásticoChá de HortelãDicas Sobre NadaOpen2TechSantaum

4. Qual tipo de música você ouve, e quais suas bandas favoritas?

Ouço de tudo mesmo, só não me entendo com o rock pesado ou metal, aliás nem sei se esse é o nome. Não é preconceito não, só não entendo esse tipo de som e são bem poucas as que gosto. Do resto escuto desde música clássica até o bluegrass. Já escutou bluegrass? Não é todo mundo que gosta também. Não tenho banda favorita, mas Mozart me ajuda a dormir.

5. Qual o assunto que você mais gosta de postar?

Gosto de falar sobre política e nosso cotidiano. Gosto muito também de analisar alguns fatos da vida, ou das notícias e como alguém que observa e pensa muito eu deveria escrever bem mais sobre isso, acho que tenho mais textos guardados do que publicados :)

6. Seaquinevasseceusavaesqui?

Aí já uma opção pessoal não é? :)

7. Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, desquitado, chutado, viúvo ou outros?

Casado

8. Por que você deu este nome ao seu blog?

O nome do blog surgiu porque eu estava puto com algumas coisas e queria falar, mas veio principalmente em uma homenagem à personagem Mafalda, que sempre questionava tudo o que está estabelecido, tudo o que parece ser eterno, leis, regras e dogmas de qualquer tipo. E Mafalda é uma pensadora, uma questionadora. Aliás sou mais parecido com ela pessoalmente do que no blog, como já disse preciso escrever mais…

9. Qual foi o último blog que você visitou?

Quase impossível dizer, acabei de ler esse texto no Contraditorium.

Comentei no 21 Horas agora mesmo, quer dizer, tem umas 15 telas abertas aqui.

10. Por que resolveu participar deste meme?

Para que o pessoal que visita esse blog possa saber um pouco mais sobre mim.

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Etanol, Petróleo, ONU e a Fome

(Escrevi esse post na maior pressa, o blog está instável e queria publicar antes que ocorra algum problema, peço que me desculpem qualquer erro. Amanhã estarei revisando, Abraços a todos!)

Hoje, o “Top Story” da BusinessWeek trata sobre o aumento dos preços nos alimentos. A culpa seria do Etanol além de outros fatores, mas é o etanol que está na ponta da língua para qualquer crítica, isso porque os produtores americanos de milho estão vendendo sua produção para fazer etanol e não para alimentos, simples assim. Só que o álcool brasileiro é bem diferente do feito de milho, o uso de água nos processos de fabricação também são grandes, muitos questionam o estrago causado na natureza, mas nada que não possa ser resolvido. Mesmo assim, sendo nosso álcool feito de cana-de-açúcar a sua eficiência é maior.

Etanol soluciona o problema do aquecimento global? Claro que não! O Etanol é mais uma das medidas a serem adotadas para a solução desse gigantesco problema e por que tantas críticas ao etanol, qual a razão de criar tanto barulho devido o aumento na produção, dizendo inclusive que pode ser um crime contra a humanidade?

Então surge a expectativa ainda não confirmada de que com os novas reservas de petróleo descobertas, nós brasileiros, poderemos fazer parte de um seleto grupo de grandes exportados de petróleo.

Henry Kissinger, antigo secretário de estado americano disse uma vez: “Controle o petróleo e você conseguirá controlar nações; controle a comida e você controla o povo.”

O que aconteceria com um país que controle o petróleo, os alimentos… e o etanol!?

E se, é só uma pergunta, E SE o Brasil se transformar em uma potência na produção de petróleo, uma potência na produção do melhor etanol do planeta e ainda conseguir manter a produção de alimentos? Impossível?

E SE?

Nosso território representa quase 50% da américa do sul, somos tão grandes quanto os EUA, somos um continente.

Temos maior quantidade de água potável (seria doce?) que muitos países, a amazônia, um litoral gigantesco que vai de ponta a ponta do país, terra fértil e pronta para produzir, milhões de agricultores querendo trabalhar.

Potencial enorme para turismo, construção civil, obras de saneamento, estradas, indústrias, comercialização de produtos no brasil e fora. E tudo isso gerando emprego e renda que gera mais produção, mais consumo e mais necessidade de investimentos. Tem muito que fazer nesse país ainda, pense bem!

ONU diz uma coisa, o Bird outra…

E SE…

Sem querer no tornarmos os líderes mundiais completamente por acidente?

Será que isso desagrada outros países?

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Estradas sem álcool = + dinheiro – mortes – tristeza

A equação é bem simples, sem tanto consumo de bebidas alcoólicas nas estradas federais menos mortes ocorrem e menos dinheiro é gasto com os acidentes, até aqui você já sabe.

E sabe também do preço dos custos emocionais! Se formos pensar, para cada pessoa que morre no trânsito, dezenas de outras são afetadas emocionalmente.

Afinal tem muita gente envolvida! Pense bem: filho, filha, pai, mãe, tio, avô, irmão, irmã, cunhado, cunhada, primo distante que te adora, vizinho, colega de trabalho, amigão do peito, concunhado, sogro (a) e a lista não termina, noiva, noivo, marido, mulher, o cara que lava seu carro, o síndico do prédio, o corretor de seguros, o(s) cachorro(s) da casa, o gerente da sua agência, aquele primo pentelho… a lista é enorme!!

Daria para ficar escrevendo muito aqui, o que conta é que todas essas pessoas (e seres) sentirão a falta de quem se foi.

Penso que estamos todos conectados, não em um sentido místico ou religioso que em certos momentos mais confunde do que explica, mas no sentido de que vivemos e dependemos um do outro, ninguém mais vive sozinho, esse tempo já se foi. Hoje a minha liberdade não termina onde começa a do outro, na verdade a minha liberdade só pode existir se a liberdade do outro puder existir.

Sendo assim, se alguém quer ingerir alguma bebida alcoólica tudo bem, só que beba e vá dormir. No momento que um sujeito alcoolizado invade uma pista contrária e causa um acidente ele está tirando liberdades básicas do outro, de ir e vir em segurança e de viver.

Sem álcool nas estradas o governo estima que vai economizar 20 bilhões de reais! Essa notícia foi em janeiro desse ano Notícia aqui

Logo em fevereiro já conseguiram uma liminar no RS autorizando em uma certa região.

E então a gente lê algo assim: Morte nas estradas federais em SP cai 71%

Esses números não mentem. O que me chama a atenção é saber que tem gente em Brasília tentando reverter essa Medida Provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em rodovias federais.

Sei muito bem que essa proibição afeta o comércio, alguma saída precisa ser encontrada para isso já que muita gente depende disso, só não acho que andar para trás seja a melhor saída.

Não vou me estender aqui, o que acredito é que essa MP deveria ser para todas as estradas!

Está na hora de começar a pensar um pouco mais no bem comum.

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Deus abençoe a América e nos proteja dela

Em um livro de Montesquieu que trata sobre a Queda do Império Romano o que me chamou a atenção foi a questão do crescimento da máquina de guerra romana, um dos fatores que ajudaram para a ruína desse império.

Os romanos ao realizar tantas guerras e conquistas, se tornaram um império de guerreiros e isso custou muito caro! Nos EUA está ocorrendo o mesmo. Milhões de pessoas vivem hoje por conta do governo por terem lutado em guerras.

Quando se entra em uma guerra algumas etapas e situações são bem claras:

- Custos de invasão e dominação, serviço de inteligência, armazenagem de material bélico, logística, baixas de guerra, reposição de material, manutenção de equipamentos.

- Custos de manutenção da dominação, logística para levar alimentos, remédios, combustível, comunicação e armamento. Se uma base é criada os custos são maiores ainda, é preciso proteção 24 horas por 7 dias na semana, instalações adequadas, armamento e soldados.

- Custos de baixas de soldados e destruição de equipamentos, é preciso repor tanto pessoas quanto tanques.

O livro de Montesquieu trata também de outros assuntos, mas a questão da expansão militar e dos custos internos que isso acarreta sempre me chamou a atenção, é nesse tema militar que as semelhanças entre EUA e Roma são grandes na minha opinião.

O ex-presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, em seu controverso discurso de despedida de 1961 alertou sobre isso. Nesse texto ele fala sobre os perigos do complexo industrial militar que se estabeleceu por lá como uma força poderosa.

This conjunction of an immense military establishment and a large arms industry is new in the American experience. The total influence-economic, political, even spiritual-is felt in every city, every state house, every office of the Federal government. We recognize the imperative need for this development. Yet we must not fail to comprehend its grave implications. Our toil, resources and livelihood are all involved; so is the very structure of our society. In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist.

É controverso porque ele admite a importância e ao mesmo tempo alerta sobre o tamanho e a força desse imenso império militar. (esse discurso completo aqui)

Quem gosta de conspirações diz que Kennedy foi assassinado por ser contra a guerra do Vietnã, não é um argumento tão absurdo, ainda mais quando você conhece as cifras dessa guerra. Os custos diretos na guerra do Vietnã foram de 113 bilhões de dólares, economistas calculam que com o pós-guerra já atingiram 219 bilhões!! (fonte)

Em todas as guerras que os Estados Unidos se envolveram e lutaram algo em torno de 6.5 trilhões de dólares foram gastos, sem contar com os 6 trilhões de dólares 1 trilhão que se projeta para os gastos no Iraque até o momento…(update: esse cálculo de 6 trilhões é de Joseph Stiglitz, economista americano e está dividido em 3 trilhões custos diretos para os EUA e 3 trilhões que estão custando ao mundo, essa é uma estimativa dele e estou inserindo aqui porque achei bem plausível)

Esse volume de gastos só cresce, de um orçamento militar de 350 bilhões em 1998 aos malucos 650 bilhões destinados somente para esse ano.

Será que eles estão gastando mais para dominar o mundo?

Não, é simples demais pensar assim. A questão é, com invasões como a do Iraque e o mundo todo instável como está, mais bases militares são espalhadas pelo mundo, mais tropas ativas, mais tropas inativas, mais viúvas de soldados, isso é como uma bola de neve de desenho animado que não pára de crescer, a não ser que reconsiderem a sua política externa de forma drástica.

Na Arábia Saudita, tropas americanas ficaram por uns 2 anos, além de perder muito dinheiro, ganharam o ódio de um saudita chamado Osama Bin Laden.

Hoje os EUA possuem 14 bases militares só no Iraque! Isso custa e muito, como custou ao povo de Roma manter centenas ou milhares de bases (mesmo que pequenas) ao redor do mundo. (fonte e fonte)

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fonte imagem (Global Research)

No mundo todo de 700 a 800 bases são controladas e/ou operadas por americanos, 255.065 soldados/tropas estão espalhados pelo mundo, se isso é para dominar o mundo não me importa muito, o que me assusta e deveria assustar os americanos e o resto do mundo é o fato deles estarem repetindo erros do passado, erros esses que levam a queda de qualquer império. E querendo ou não, muitas economias dependem do consumo americano.

Mas por que gastar tanto com bases militares? Elas são como avisos constantes: “Cuidado, nós estamos aqui do seu lado, então não nos cause problemas” E servem também para garantir a supremacia imperial e a influência em certas regiões, é o velho e sempre útil “carrot and stick”. Primeiro você oferece uma recompensa, um agrado, se não funcionar você mostra quem manda.

É incrível como métodos e técnicas usados para se atingir a supremacia são milenares, como também são antigas as recomendações sobre os perigos de guerras prolongadas. Por volta de 400 a.C. Sun Tzu já alertava para “uma ferida para o país” que permanece muito tempo em guerras, faz só uns 2.500 anos que ele escreveu isso e os erros continuam sendo repetidos!

Guerras em nome da liberdade eu duvido muito, por petróleo, seguindo ordens de capitalistas que faturam muito com guerra e estão viciados nelas, ou o que for. O fato é que os Estados Unidos estão em recessão, existem outros fatores, mas o dinheiro gasto com guerras vai fazer falta agora.

Os EUA vão entrar certamente em uma recessão forte que vai crescer devagar e quando vier, vai atingir o mundo todo. Nenhum país consegue se manter por tanto tempo em guerras sem pagar o preço disso.

Não importa muito nossa posição ideológica sobre esse grande país, só que do mesmo jeito que criticamos de maneira muito fácil deveríamos também reconhecer muito facilmente a contribuição dos americanos para o mundo e perceber também que a história acaba se repetindo, Roma trouxe avanços significativos ao mundo, os Estados Unidos também.

O duro será sofrer as conseqüências dos erros deles, mas o mundo precisa se preparar para isso.

E quem sabe algo positivo saia disso tudo. Nas palavras de Darcy Ribeiro em seu livro “O Povo Brasileiro” o Brasil pode se transformar na grande potência que é seu destino, um país continente, mestiço e cheio de particularidades, uma Nova Roma, só que uma Roma que não fará guerras.

(Esse artigo está participando da “Blogagem Inédita”. Detalhes sobre essa iniciativa do Edney podem ser lidas aqui.)

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