Um livre pensador é um escravo do diabo
Fazia tempo que eu não via uma foto tão boa mostrando uma frase tão sem sentido.
Olhando a frase e tentando entender ao pé da letra a coisa funciona assim: primeiro que não pode pensar, segundo não pode ser livre e se fizer os dois então teu destino é o mármore quente do inferno :)
Livres pensadores, vocês estão lascados! :)
read moreA arte contemporânea é só o reflexo do contemporâneo…
Ontem pude ver uma notícia sobre uma escultura que está sendo exposta com uma Rã pregada em uma cruz, em uma das patas dela tem um ovo e na outra uma jarra de cerveja…
Segundo uma daquelas explicações típicas para esse tipo de coisa, o autor teve a idéia ao freqüentar bares onde se bebe e se conversa de tudo embaixo de crucifixos. Não deixa de ser interessante, é até legal.
Legal, interessante… Note que atualmente são esses os adjetivos que usamos para o que se chama de Arte.
“Até que é legal”
“Não entendi, mas é bem interessante!”
Me refiro é claro a esse tipo de coisa que vemos por aí, como cachorros amarrados até a morte como feito por um tal de Guillermo “Habacuc” Vargas e que é chamado de obra, ou algo assim.

photo credit: steve.wilde
Alguém pode até vir com aquele argumento de que talvez o artista seja incompreendido, como ocorreu com Van Gogh e tantos outros, besteira! Não para esse tipo de arte.
Já viu um quadro de Van Gogh? Já tive a felicidade de ver vários, senão quase todos eles, é algo impressionante, as cores quase que saltam das telas. Em reproduções ou fotos não temos noção alguma do que esse artista criou.
Quando você se depara com uma obra de Van Gogh na sua mente surge UAU!!
O mesmo acontece com a obra de Portinari que pode ser vista em uma igreja em Batatais, o famoso “Azul Portinari” é tão maluco que chega a causar incômodo visual, é um azul nunca visto.
E ao vez o azul Portinari você pensa, Minha Nossa!!
Então vemos essas porcarias que na verdade só querem chamar a atenção para o autor, chocando as pessoas e criando a famosa polêmica que se incumbe de se espalhar sozinha, exatamente o que estou fazendo aqui. Interessante o processo não é? ;)
Oras fazer algo assim é bem simples e não exige tanto conhecimento artístico ou intelectual assim e muito menos aptidão, talvez um pouco vai…
Chocar as pessoas usando religião, gostos, preferências sexuais e crenças em geral é muito fácil e qualquer um pode fazer.
Pregue uma rã em uma cruz na Itália e pronto! Amarre um cão e escreva idiotices na parede com ração canina e deixe o cão morrer de fome, pronto tá feito e seu nome vai rodar o mundo…
O que quero salientar aqui é que a Arte como é feita hoje tem muito mais de legal e interessante do que de obras que realmente nos impressionam.
E de outro lado existe esse tipo de arte, que é feito propositalmente para chamar a atenção, existe uma grande diferença.
O UAU!! é muito raro hoje ao vermos uma obra, dizemos muito UAU!! para o autor da obra, usando a palavra para imaginar como ele teve coragem de fazer ou dizer algo assim.
O contemporâneo é focado no EU, na promoção pessoal e as pessoas em geral não são tão belas quanto um Os Girassóis de Vincent. Na verdade nos parecemos mesmo com uma rã bêbada pregada em um cruz.
Links:
Atualizando:
Leiam aqui esse texto ótimo do Fernando Pandão do Documento Tupiniquin. Ele aborda o assunto de uma forma muito interessante. Por isso que sou fã de blogs :)
Veja aqui a tal Rã pregada na cruz
Aqui o site (que não vou linkar) de Habacuc, o cara que amarra cães, nesse link você pode ter o desprazer de ver o que ele fez: http://artehabacuc.blogspot.com/
Nesse endereço existe uma petição contra a presença dele e o seu “trabalho” em uma nova Bienal: http://new.petitiononline.com/13031953/petition.html
E aqui um link do Digestivo Cultural com um texto muito bom que fala sobre Arte Contemporênea
read more5 ótimos livros e 1 que pode apodrecer na estante
Dando seqüência ao Meme enviado pelo Ibrahim. Esse trata do seguinte: Escolha 5 livros que você adora e 1 que nunca leria, acho que é isso…
Vou selecionar os 5 livros que mudaram muito minha forma de pensar.
O Renascimento da Natureza de Rupert Sheldrake – pude ler pela 1ª vez esse livro em abril de 1999, estou relendo no momento e é incrível como continua atual. Os conceitos de Sheldrake, baseados na ciência dão uma nova esperança, pelo menos para mim, na união do homem com a natureza e de que é possível causar uma evolução em nossos conceitos sobre a complexidade do ser humano que atualmente é comparado com uma simples máquina.
O Reino de Deus Está Em Vós – Leon Tolstoi – um livro fantástico, libertário, contestador e que certamente lhe dará um nó na cabeça! Não é um livro que trata de religião, mesmo que vários conceitos criados nele se baseiem nas palavras de Jesus Cristo. É antes de tudo um livro anárquico que certamente será lembrado nos próximos 500 anos, se sobrevivermos a nós mesmos…
O Herói de Mil Faces – Joseph Campbell – nem precisa de apresentação, é um estudo de mitologia comparada que nos mostra que no fundo somos todos iguais, temos os mesmos anseios e dúvidas e que embora muitas culturas, costumes e religiões se considerem tão diferentes umas das outras, no final são a mesma coisa! Assim como o livro de Sheldrake, esse UNE ao invés de SEPARAR.
Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo – Carl G. Jung - não é um livro fácil e é meio chato até, só que o conceito de inconsciente coletivo está ligado a Campbell e a Sheldrake, pelo menos na minha visão, e por isso me interessa estudar sobre isso. Acredito muito que estamos todos unidos e conectados, como ainda não descobri e nem sei se vou…
A Arte da Guerra – Sun Tzu – Esse livro não se usa somente para a guerra, é para a vida mesmo! É um livro que considero mágico, cheio de interpretações e não se cansa de ler. Acho que já puder ler mais de 10 vezes, é pequeno e simples. Tenho até um resumo que eu fiz, se alguém quiser posso enviar.
Tem muitos outros, mas a idéia é citar somente 5. Vou só dizer mais um, tudo bem? Na verdade não um, seriam todos os evangelhos apócrifos, como gosto muito de estudar sobre religião, esse evangelhos trazem uma verdadeira luz (não divina claro) sobre o que é a Bíblia, sobre como ela foi escrita e evoluiu (?) através do tempo, além de colocarem em xeque vários pensamentos ditos divinos e dogmáticos, o que muito me interessa. ;)
O livro que eu nunca perderia meu tempo lendo, nem por curiosidade histórica seria o Mein Kampf do suíno em forma de ser humano chamado Hitler, aliás nem vou falar sobre isso, esse é um nome que deveria ser esquecido da história.
Vou repassar para:
read moreTodos nós vamos para Samarra
Brian de Palma fez um filme em formato de documentário contando a história dos soldados americanos que estupraram e assassinaram uma menina de 14 anos e sua família, o caso ficou conhecido como o incidente de Mahmudiyah que é o nome da região ao sul de Bagdá também carinhosamente chamada de Triângulo da Morte. Residem nessa área cerca de 150.000 pessoas de maioria sunita, é bastante gente se você pensar em como é a situação atual.
Saddam era sunita, os americanos mataram Saddam e o resto você já sabe.
No Iraque não se sabe quem é o inimigo, é uma guerra estranha, o inimigo não tem farda de outra cor ou símbolo, nem idade mínima para lutar, eles estão esperando um momento para atacar e matar pelo menos mais 1 soldado americano mesmo que isso lhe custe a vida.
O nome do filme é Redacted, De Palma ganhou o Leão de Prata como melhor diretor no festival de Veneza, talvez mais pelo tema e abordagem, não sei dizer, o que sei é que o filme é perturbador, faz a gente perder um tempo da vida pensando.
A história da garota de 14 anos Abeer Qasim Hamza choca muito e além dela foram assassinados também sua mãe de 34, o pai de 45 e a irmãzinha, uma garotinha de só 5 anos de idade.
Os culpados tiveram penas brandas pelo crime que cometeram. Mas o problema não é só esse, o grande problema mesmo é uma guerra maluca que ainda vai matar muito inocente.
Essa região de Mahmudiyah possui várias barreiras de checagem para limitar o que se chama zona verde em Bagdá, o local mais seguro por lá. Em 24 meses, 2.000 iraquianos foram mortos nessas barreiras e desse número somente 60 foram considerados insurgentes, o restante é de civis inocentes que morreram e nunca soldado algum foi acusado.
Saddam era religioso, Bush também é religioso e nenhum deles segue os exemplos das religiões que dizem seguir.
Da mesma forma soldados americanos que carregam a cruz de Cristo no peito matam inocentes e iraquianos gritam Alá Akbar (Deus é Grande) enquanto explodem um carro em pedaços junto com outras pessoas. Nenhum lado poupa civis, nenhum.
Ninguém que faz algo assim segue religião alguma. Enquanto isso os religiosos israelenses estrangulam os palestinos que também se dizem muito religiosos.
Será que o problema é a religião mesmo? Ou seria a forma como se usa e se interpreta ela para benefício próprio?
Guerras são feitas em busca de poder, idealismo e supremacia religiosa por um bando de gente vaidosa que quer impor ao outro com o uso da força a sua forma de pensar!
Todos acham que estão certos, e está começando a ficar raro encontrar entre os católicos, judeus, evangélicos, espíritas, ateus e etc etc etc, pessoas que não pensem que a sua verdade é que precisa imperar sobre qualquer outra.
“Você não pensa como eu? Então vou empurrar pela sua goela abaixo!” – isso é o que me parece mais comum hoje.
É tudo simples, mas como somos vaidosos gostamos de complicar, o amor é o que importa, e a palavra “amor” é o respeito ao seu semelhante, é simplesmente não lhe desejar e nem lhe causar nenhum mal, só isso!
Não é preciso muitos ISMOS e nem ser PhD em filosofia ou teologia para se entender algo tão simples como “beber água na concha da mão”. (essa expressão é do Mario Quintana)
A grande verdade que ninguém pode negar meu amigo é que todos nós vamos para Samarra, a questão é: vamos chegar lá fedendo a podridão e sangue ou relativamente limpos?
Encontro em Samarra – W. Somerset Maugham (esse texto foi colocado no filme de Brian de Palma de forma muito inteligente)
Havia um mercador em Bagdá que um dia enviou seu servo ao mercado para comprar provisões e em pouco tempo o servo estava de volta, branco e tremendo, e disse, Mestre, agora mesmo quando eu estava no mercado fui empurrado por uma mulher na multidão e quando me virei eu vi, foi a Morte que esbarrou em mim. Ela me olhou e fez um gesto ameaçador, agora, empreste-me seu cavalo, eu vou cavalgar para fora dessa cidade e evitar o meu destino. Irei até Samarra e a Morte não me econtrará. O mercador então emprestou o cavalo, e o servo montou e batendo com força na virilha do animal cavalgou com o máximo de rapidez possível. Então o mercador foi ao mercado e me viu parada no meio da multidão e vindo até mim me disse, Porque você fez um gesto ameaçador ao meu servo quando o viu essa manhã? Não foi uma ameaça, eu disse, foi um sobressalto de surpresa. Fiquei impressionada de vê-lo em Bagdá quando eu tinha um encontro com ele essa noite em Samarra.
Livre tradução (o original está aqui) de Encontro em Samarra de W. S. Maugham
Washington Post – Nesse artigo você poderá entender um pouco mais sobre essa região.
Vídeo do filme: YouTube
read moreComo assim “só roubei”? Coitado do diabo.
O diabo é o ser mais infeliz desse mundo, tudo é culpa dele, não tem um segundo de sossego, nem ele, nem Deus. Uma hora a culpa é de um e na outra do outro, o povo não se decide.”Deus não me deu uma vida boa.”
“É o diabo que me atenta a fazer essas coisas”
Nunca é culpa nossa né? A gente que faz a besteira, que não se ajuda, e é tudo culpa dos outros, do Lula, do governo e etc
Esse é o nosso típico pensamento ocidental, sempre colocando a culpa em algo externo. Nem é culpa nossa, é assim, só que não é imutável.
Sabe a história dos 3 macacos sábios? Dizem que criada como um jogo de palavras, mizaru, kikazaru, iwazaru, os 3 macacos, saru significa macaco e tem a mesma pronúncia verbal de zaru. Só que essa história é de cerca do ano 700, na China, e tornou-se popular no Japão. O macacos dizem: Não veja o mal, não ouça o mal, não fale o mal. Ghandi carregava sempre uma estátua com ele.
O mais interessante é que em muitas figuras aparece um quarto macaco, como esse abaixo. E ele significa: Não faça o mal. Ele sempre aparece com os braços abaixados como na imagem ou cruzados, sem ação.
Atualmente é usado para demonstrar imparcialidade em certas situações.
Lembram do italiano que morreu ao perseguir um ladrão que havia roubado o cordão de ouro do seu pai no Rio de Janeiro? Esse turista italiano acabou sendo atropelado por um ônibus e morreu na hora, maravilha de férias hein?
O culpado pelo roubo se entregou, eu vi a coisa toda no BandNews. Patético!
Bíblia embaixo do braço, roupinha nova, camisa para dentro da calça, acompanhado de um pastor e com cara de coitado, uma beleza.
Tá, mas e os 3 macacos? O caso é que o provérbio dos 3 macacos nos ensina uma máxima de sabedoria muito profunda.
Os olhos não vêem nenhuma forma, são livres de preconceito.
Os ouvidos não fazem distinção, evitam discussões que não dão em nada.
A boca mantém o silêncio, não sendo a favor nem contra.
Os braços imóveis demonstram o não agir, não fazendo o mal ao outro.
Por isso que prefiro a maneira de pensar dos orientais… Aí nós voltamos ao nosso pensamento ocidental e olha as conclusões aparecem:
O pastor que negociou a apresentação do assaltante disse que ele estava “possuído pelo demônio” e mais
“Ele estava possuído. Legiões de demônio que fazem o homem roubar”
Que droga é essa agora? Que porcaria de conversa mole. Fazem o homem roubar? Quem que rouba afinal, eu acho que é o homem…mas talvez eu seja um idiota. Não vou julgar ninguém, não mesmo, eu não gosto disso, mas penso que um verdadeiro homem deveria honrar e assumir tudo que faz sem se esconder atrás de historinhas.
Também não vou citar o nome da igreja evangélica (leiam na matéria) porque pra mim pouco importa NOMES DE COISAS, IGREJAS, ORGANIZAÇÕES E O DIABO, são as AÇÕES QUE INTERESSAM.
Não veja o mal, não ouça o mal, não fale o mal, não faça o mal.
Principalmente não faça o mal, porque depois de feito fica muito estranho colocar a culpa no pobre diabo do diabo, ou do coisa-ruim, como queiram.














