Pessoas e estatísticas em tempo real formando a História

Stalin que disse que a morte de uma pessoa é um tragédia, a de milhões é estatística. Stalin, vocês devem saber, foi um porco desalmado e filho do próprio capeta que vivia uma vida de rei enquanto o povo se matava por um pedaço de pão feito pombo em praça pública  e uma frase como essa mostra o nível de respeito que ele tinha pelo ser humano ou aqueles que ele chamava de “camaradas”.

Sabemos que existem dois tipos de camaradas: os que concordam conosco e os que discordam

Stalin resolvia fácil a situação dos que discordavam mandando todos para o Gulag ou então dessa para melhor (ou pior)

No Irã nesse exato momento milhares de pessoas estão correndo o risco de (após serem identificadas pelo esquema ditatorial iraniano) serem enviadas para prisões ou sei lá para onde, é assustador.

Enquanto isso… Michael morreu, as buscas pelo avião que caiu no mar terminaram e hoje tem jogo do Brasil contra os EUA

O mundo gira mais rápido hoje e será que a velocidade da História também? O que chamamos de história estaria acontecendo mais rápido?

É o que vamos ver. No Irã o povo foi para a rua protestar, usavam máscaras e óculos escuros não por causa do sol ou da gripe suína, nem mesmo como ato simbólico, mas por medo de serem identificados e perseguidos.

Desse momento em diante, tínhamos nomes dos assassinados, Neda era um deles, agora teremos estatísticas e com esses números o ódio interno só aumenta, a resistência antes na rua se esconde e se organiza até que um dia o sistema todo cai. Isso é o que nos mostra a História do mundo que sempre se repete mas estou curioso para ver a velocidade desse processo.

Será que a rapidez da informação enfim vai diminuir o sofrimento humano e acelerar acontecimentos ou só vamos acompanhar em tempo real os números das estatísticas aumentando a cada dia?

PS: O que me inspirou esse post foi o título dessa reportagem

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