Déficit norte-americano e de como Sun Tzu é atual
Sun Tzu era chinês, o maior credor dos EUA atualmente é a China.
E 2.500 atrás, ou algo assim, dizem que Sun Tzu disse isso (essa frase pareceu fofoca, mas não é):
“Nunca esqueça: quando suas armas ficarem pesadas, seu entusiasmo diminuído, a força exaurida e seus fundos gastos, outro comandante aparecerá para tirar vantagem da sua penúria. Então, nenhum homem, por mais sábio, será capaz de evitar as conseqüências que advirão.”
Hoje, a China continua comprando títulos do Tesouro americano, comprando menos, mas comprando…
Acho que nem é preciso tentar explicar nada. Só é preciso torcer para que os chineses decidam falar o inglês, isso sim nos livraria de maiores problemas.
Sobre o atual déficit
read moreMeu resumo pessoal de A Arte da Guerra de Sun Tzu
De tanto ler a Arte da Guerra de Sun Tzu acabei fazendo um resumo do livro que sempre lia quando necessário.
Não sei mais quantas vezes já li esse livro. Tenho 4 edições diferentes contando com uma novinha que comprei outro dia, comprar livro não é bom? :)
Sei lá, quando compro um me sinto bem. Já dei uma boa folheada nesse livro novo e já notei algumas diferenças na tradução, depois que ler inteiro acrescento aqui.
O resumo: Me ajudou muito em um período da minha vida e acabei anotando o que achei mais relevante e copiei tudo em um editor de texto, imprimi e levava sempre comigo. Com o tempo notei que o que estava escrito ali poderia ser usado em qualquer aspecto da minha vida, muitos descobriram isso e escreveram livros sobre isso.
Trocando as palavras Guerra, Batalha, Operação Militar por qualquer outra como Empresa, Concorrência, Mercado, conseguimos obter do texto o mesmo ensinamento, é bem interessante.
O caso é que quero compartilhar com vocês o meu resumo que já tem 11 anos (!!), é só isso :)
Só uma observação importante: não vejo violência no livro de Sun Tzu. Os tempos eram outros e bem violentos só que esse tipo de texto precisa ser adaptado para nossa realidade e nossa época onde já estamos cansados de ver que violência só gera mais violência e não resolve problema algum.
Em negrito o que considero mais perspicaz.
PREPARAÇÃO DOS PLANOS
Sun Tzu disse:
A arte da guerra é de importância vital para o estado. É uma questão de vida ou morte, um caminho tanto para a segurança como para a ruína. Assim, em nenhuma circunstância deve ser negligenciada.
A arte da guerra é governada por cinco fatores constantes, que devem ser levados em conta. São: a Lei Moral; O Céu; a Terra; o chefe; o Método e a disciplina.
A Lei Moral faz com que o povo fique de completo acordo com seu governante, levando-o a segui-lo sem se importar com a vida, sem temer perigos.
O Céu significa a noite e o dia, o frio e o calor, o tempo e as estações.
A Terra compreende as distâncias, grandes e pequenas; perigo e segurança; campo aberto e desfiladeiros; as oportunidades da vida e morte.
O chefe representa as virtudes da sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem e retidão.
Deve-se compreender por Método e disciplina a disposição do exército em subdivisões adequadas, as graduações de posto entre os oficiais, a manutenção de estradas por onde os suprimentos devem chegar às tropas e o controle dos gastos militares.
Esses cinco fatores devem ser familiares a cada general. Quem os conhecer, será vencedor; quem não os conhecer, fracassará.
Toda operação militar tem o logro como base.
Por isso, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes;
ao utilizar nossas forças devemos parecer inativos;
quando estivermos perto, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe;
quando longe, devemos faze-los acreditar que estamos perto.
Preparar iscas para atrair o inimigo. Fingir desorganização e esmagá-lo. Se ele está protegido em todos os pontos, esteja preparado para isso. Se ele tem forças superiores, evite-o. Se o seu adversário é de temperamento irascível, procure irritá-lo. Finja estar fraco e ele se tornará arrogante. Se ele estiver tranqüilo não lhe dê sossego. Se suas forças estão unidas, separe-as. Ataque-o onde ele se mostrar despreparado, apareça quando não estiver sendo esperado.
O general que faz muitos cálculos vence uma batalha; o que faz pouco, perde. Portanto, fazer cálculos conduz à vitória e poucos à derrota.
GUERRA EFETIVA
Quando nos empenhamos numa guerra verdadeira, se a vitória custa a chegar, as armas dos soldados tornam-se pesadas e o entusiasmo deles enfraquece. Se sitiamos uma cidade, gastaremos nossa força e se a campanha se prolongar, os recursos do estado não serão iguais ao esforço. Nunca esqueça: quando suas armas ficarem pesadas, seu entusiasmo diminuído, a força exaurida e seus fundos gastos, outro comandante aparecerá para tirar vantagem da sua penúria. Então, nenhum homem, por mais sábio, será capaz de evitar as conseqüências que advirão.
ENERGIA
A confusão simulada requer uma disciplina perfeita;
o medo fingido exige coragem;
a fraqueza aparente pressupõe força.
Esconder a ordem sob a capa da desordem é apenas uma questão de subdivisão;
ocultar a coragem sob um ar de timidez pressupõe um fundo de energia latente;
mascarar a força com a fraqueza é ser influenciado por disposições táticas.
(Essa parte do livro é fantástica! Me lembraram algumas regras dos samurais que li uma vez em um quadro no consultório de um médico)
Assim, aquele que for hábil em manter o inimigo em movimento, conserva uma aparência decepcionante, de acordo com a qual o inimigo irá agir. Sacrifica uma coisa que o inimigo poderá pegar; lançando iscas, ele o mantém em ação; então, com um corpo de homens selecionados, fica à sua espera.
O guerreiro inteligente procura o efeito da energia combinada e não exige muito dos indivíduos. Leva em conta o talento de cada um e utiliza cada homem de acordo com sua capacidade. Não exige perfeição dos sem talento.
PONTOS FORTES E FRACOS
Mesmo que o inimigo seja mais forte em tropas, podemos impedi-lo de combater. Planeje de forma a descobrir seus planos e a sua probabilidade de sucesso. Provoque-o e descubra a base da sua atividade ou inatividade. Force-o a revelar-se, de forma a exibir seus pontos vulneráveis. Compare meticulosamente o exército adversário com o seu, de forma a saber onde a força é superabundante e onde é deficiente.
O que o vulgo não pode compreender é como a vitória pode ser obtida por ele a partir das próprias táticas do inimigo.
Na guerra, pratique a dissimulação e terá sucesso. Mova-se apenas se houver uma vantagem real a ser obtida. Deixe que sua rapidez seja a do vento; sua solidez a da floresta.
Pondere e delibere antes de fazer um movimento. Vencerá quem tiver aprendido o artifício do desvio. Essa é a arte de manobrar.
O EXÉRCITO EM MARCHA
Se, ao treinar soldados, as ordens forem diariamente reforçadas, o exército será bem disciplinado; do contrário, sua indisciplina será nefasta.
Se um general demonstra confiança em seus soldados, mas insiste sempre em que suas ordens sejam obedecidas, a vantagem será mútua. A vacilação e a meticulosidade exagerada são os meios mais eficazes de solapar a confiança de um exército
TERRENO
O general que avança sem desejar fama e recuar sem temer o descrédito, cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano, é a jóia do reino.
Trate seus soldados como seus filhos e eles o seguirão aos vales mais profundos; trate-os como filhos queridos e o defenderão com o próprio corpo até a morte.
Se, porém, você for indulgente, mas incapaz de fazer valer sua autoridade; bondoso, porém incapaz, além disso, de dominar a desordem, então seus soldados ficarão iguais a crianças estragadas; ficarão inúteis para o que for.
O soldado experiente, uma vez em marcha, nunca fica desorientado; uma vez que levantou acampamento, nunca fica perplexo. Daí o ditado: se você conhece o inimigo e a si mesmo, sua vitória não será posta em dúvida; se você conhece o Céu e a Terra, pode torná-la completa.
AS NOVE SITUAÇÕES
Em terreno dispersivo, não lute.
Em terreno fácil, não pare.
Em terreno controverso, não ataque.
Em terreno aberto, não tente barra o caminho do inimigo.
Em terreno de estradas cruzadas, una-se aos seus aliados.
Em terreno sério, saqueie.
Em terreno difícil, marche sempre.
Em terreno cercado, recorra a estratagemas.
A rapidez é a essência da guerra. Tire partido da falta de preparação do inimigo, marche por caminhos onde não é esperado e ataque pontos desprotegidos.
Seja sutil! Seja sutil!
E a melhor frase de Sun Tzu: “As armas são sempre motivo de maus pressentimentos…”
Esse é um dos livros que tenho e o que mais gosto. Você pode comprar no Submarino clicando aqui ou então procurando outras edições por lá.
Reservas Indígenas, demarcação e nossas fronteiras

photo credit: thejourney1972
Quando um país do nosso tamanho trata suas Forças Armadas com descaso e um certo receio até talvez pelos restos da ditadura que foi há muito tempo e hoje o mundo é diferente onde os tão preocupados deveriam ficar preocupados com o que realmente importa como algo como as Farc ou cientistas americanos levando amostras de tudo que possa ser coletado ou qualquer coisa parecida isso preocupa… Ufa! (sem vírgulas de propósito, ok?)
Quando um país não escuta o que verdadeiros especialistas estão dizendo sobre nossas fronteiras isso é preocupante demais!
Ontem. Orlando Villas Boas “prevendo o futuro”:
E hoje, o General Augusto Heleno explicando a situação nas fronteiras e no sucateamento das forças armadas:
Afinal, os índios que estão dentro do Brasil não são brasileiros também?
Devem ser protegidos, seus direitos garantidos etc e tal, não há dúvida quanto a isso. O caso é que as reservas devem permanecer dentro do Brasil, dentro do Estado e com a presença do Estado.
“Somos um povo pacífico” frase feita essa, só que negligenciar nossas Forças Armadas e não lhe dar a importância merecida é coisa de país de povo burro.
Quem não cuida acaba roubado.
Sun Tzu:
A arte da guerra nos ensina a não confiar na probabilidade de o inimigo não vir, mas na presteza em recebê-lo; não na chance de ele não atacar, mas em vez disso, no fato de que tornamos nossa posição invulnerável.
Brasil, ouça o senhor Orlando e o senhor Augusto
Piadinha: Sun Tzu se arrancaria os cabelos vendo uma situação dessas :)
(Esse post pode ser atualizado caso eu consiga um tempo maior para isso, obrigado pela compreenssão rs)
read moreMarketing é Psicologia Comportamental pura ou algo parecido com isso
Estudei marketing por muitos anos, mais do que gostaria na verdade. Por necessidade e curiosidade acabei lendo dezenas de livros. O que me fascinava eram as ações que influenciavam pessoas e talvez o que me despertou isso foram eventos históricos de líderes que conseguiram mobilizar milhões de pessoas. Desde Napoleão, Hitler e sua gangue até Ghandi e Martin Luther King.
Não, o Lula não :) (O Duda Mendonça talvez…)
O que me deixa impressionado mesmo é esse poder de encantar, de vender uma idéia. Um faraó quando se “fantasiava” de encarnação de um deus na Terra fazia marketing pessoal, pense bem.
O marketing surgiu lá pelos anos 40 oficialmente mas creio que sempre foi usado, só não havia a definição.
Na pirâmide de Maslow podemos ver a hierarquia das necessidades humanas básicas, algo que não mudou nos últimos milhares de anos. Atinja essas aspirações humanas e o sucesso aparece, a única variável externa que eu acrescentaria na pirâmide seria a velocidade da ação.
Sun Tzu há 2.500 anos já dizia: “A rapidez é a essência da guerra.”
Quem realiza primeiro a ação aumenta significativamente suas chances de sucesso.
Ontem assistindo ao jogo do Brasil x Chile escutei uma pequena chamada de uma cerveja sobre um motorista que não bebe para poder levar os amigos para casa em segurança. Como já critiquei comerciais de cerveja por aqui esse me fez pensar nisso tudo.
A popularmente chamada “Lei Seca” está se consolidando, mostrou ótimos resultados e apoio popular.
(Popular… alvo encontrado, fogo!)
Lutar contra algo tão forte assim é o mesmo que jogar pedras em um tanque M1A1, além de não dar resultado, o sujeito (ou empresa) ainda pode receber em troca uma bala de canhão explosiva perfurante de 120 mm, um péssimo negócio.
Lembrando de novo de Sun Tzu:
Em terreno dispersivo, não lute.
Em terreno fácil, não pare.
Em terreno controverso, não ataque.
Em terreno aberto, não tente barrar o caminho do inimigo.
Em terreno de estradas cruzadas, una-se aos seus aliados.
Em terreno sério, saqueie.
Em terreno difícil, marche sempre.
Em terreno cercado, recorra a estratagemas.
Usando o marketing, ou a psicologia (ou o nome que você quiser dar) o que daria mesmo resultado frente a um tanque M1A1 seria uma flor branca colocada suavemente na frente dele, isso teoricamente não deixaria espaço para reação.
Foi o que senti ao ver o comercial da cerveja, fiquei sem ação. Parabéns para quem pensou nisso!
A idéia é simpática, inteligente e se preocupa com seus consumidores como pais se preocupam com filhos e me lembro de novo do gênio da arte da guerra:
Trate seus soldados como seus filhos e eles o seguirão aos vales mais profundos; trate-os como filhos queridos e o defenderão com o próprio corpo até a morte.
A Arte da Guerra é o melhor livro de marketing e de psicologia que existe! :)
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