Reação em cadeia de uma criança entediada

Ou

Compre livros para seus filhos! É mais barato e dá menos dor de cabeça

Acredite, criança quando não tem o que fazer é um problema!

Hoje minha filha passeou com a cachorra até as 16:30.

Chegou, entrou e fez a lição de casa em 20 minutos, vupt!

Como ela ganhou o livro (obrigado Didi) Caçadas de Pedrinho do genial Monteiro Lobato falei para ela ler, disse que não estava com vontade e que queria ler antes de dormir… Tudo bem.

Sem ter o que fazer, ficou ciscando pela casa e derrubou um sabonete dentro da privada… Tudo bem, vai levar umas 12 horas pra ele dissolver… Tudo bem.

Ainda sem ter o que fazer resolveu lavar a sacada do apartamento, está até um pouco frio, mas tinha sujeira da cachorra então…. Tudo bem.

Colocou a borracha no tanque.

Abriu a torneira até onde deu. Abriu tanto que chegou a fazer um barulho pssssfffffffiiiiii, sabe?

Água vazou por toda a área de serviço (se é que aquilo pode ser chamado assim), como era muita água veio um pouco para a cozinha… Tudo bem. Nada que um pano seco não resolva.

Acabou de lavar a sacada e foi tomar banho… Pronto, terminou o banho.

Agora estou escrevendo esse post e gritando:

“Filha que você tá fazendo?”

“Nada!!”

“Então vai ler o livro!!!”

Passou perto de mim, pegou o livro e foi ler… Agora sim está tudo bem.

Obrigado Monteiro Lobato por ter existido!

update: curioso para saber que livro ela está segurando? clique aqui


Creative Commons License photo credit: jptyler

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Deus abençoe a América e nos proteja dela

Em um livro de Montesquieu que trata sobre a Queda do Império Romano o que me chamou a atenção foi a questão do crescimento da máquina de guerra romana, um dos fatores que ajudaram para a ruína desse império.

Os romanos ao realizar tantas guerras e conquistas, se tornaram um império de guerreiros e isso custou muito caro! Nos EUA está ocorrendo o mesmo. Milhões de pessoas vivem hoje por conta do governo por terem lutado em guerras.

Quando se entra em uma guerra algumas etapas e situações são bem claras:

- Custos de invasão e dominação, serviço de inteligência, armazenagem de material bélico, logística, baixas de guerra, reposição de material, manutenção de equipamentos.

- Custos de manutenção da dominação, logística para levar alimentos, remédios, combustível, comunicação e armamento. Se uma base é criada os custos são maiores ainda, é preciso proteção 24 horas por 7 dias na semana, instalações adequadas, armamento e soldados.

- Custos de baixas de soldados e destruição de equipamentos, é preciso repor tanto pessoas quanto tanques.

O livro de Montesquieu trata também de outros assuntos, mas a questão da expansão militar e dos custos internos que isso acarreta sempre me chamou a atenção, é nesse tema militar que as semelhanças entre EUA e Roma são grandes na minha opinião.

O ex-presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, em seu controverso discurso de despedida de 1961 alertou sobre isso. Nesse texto ele fala sobre os perigos do complexo industrial militar que se estabeleceu por lá como uma força poderosa.

This conjunction of an immense military establishment and a large arms industry is new in the American experience. The total influence-economic, political, even spiritual-is felt in every city, every state house, every office of the Federal government. We recognize the imperative need for this development. Yet we must not fail to comprehend its grave implications. Our toil, resources and livelihood are all involved; so is the very structure of our society. In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist.

É controverso porque ele admite a importância e ao mesmo tempo alerta sobre o tamanho e a força desse imenso império militar. (esse discurso completo aqui)

Quem gosta de conspirações diz que Kennedy foi assassinado por ser contra a guerra do Vietnã, não é um argumento tão absurdo, ainda mais quando você conhece as cifras dessa guerra. Os custos diretos na guerra do Vietnã foram de 113 bilhões de dólares, economistas calculam que com o pós-guerra já atingiram 219 bilhões!! (fonte)

Em todas as guerras que os Estados Unidos se envolveram e lutaram algo em torno de 6.5 trilhões de dólares foram gastos, sem contar com os 6 trilhões de dólares 1 trilhão que se projeta para os gastos no Iraque até o momento…(update: esse cálculo de 6 trilhões é de Joseph Stiglitz, economista americano e está dividido em 3 trilhões custos diretos para os EUA e 3 trilhões que estão custando ao mundo, essa é uma estimativa dele e estou inserindo aqui porque achei bem plausível)

Esse volume de gastos só cresce, de um orçamento militar de 350 bilhões em 1998 aos malucos 650 bilhões destinados somente para esse ano.

Será que eles estão gastando mais para dominar o mundo?

Não, é simples demais pensar assim. A questão é, com invasões como a do Iraque e o mundo todo instável como está, mais bases militares são espalhadas pelo mundo, mais tropas ativas, mais tropas inativas, mais viúvas de soldados, isso é como uma bola de neve de desenho animado que não pára de crescer, a não ser que reconsiderem a sua política externa de forma drástica.

Na Arábia Saudita, tropas americanas ficaram por uns 2 anos, além de perder muito dinheiro, ganharam o ódio de um saudita chamado Osama Bin Laden.

Hoje os EUA possuem 14 bases militares só no Iraque! Isso custa e muito, como custou ao povo de Roma manter centenas ou milhares de bases (mesmo que pequenas) ao redor do mundo. (fonte e fonte)

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fonte imagem (Global Research)

No mundo todo de 700 a 800 bases são controladas e/ou operadas por americanos, 255.065 soldados/tropas estão espalhados pelo mundo, se isso é para dominar o mundo não me importa muito, o que me assusta e deveria assustar os americanos e o resto do mundo é o fato deles estarem repetindo erros do passado, erros esses que levam a queda de qualquer império. E querendo ou não, muitas economias dependem do consumo americano.

Mas por que gastar tanto com bases militares? Elas são como avisos constantes: “Cuidado, nós estamos aqui do seu lado, então não nos cause problemas” E servem também para garantir a supremacia imperial e a influência em certas regiões, é o velho e sempre útil “carrot and stick”. Primeiro você oferece uma recompensa, um agrado, se não funcionar você mostra quem manda.

É incrível como métodos e técnicas usados para se atingir a supremacia são milenares, como também são antigas as recomendações sobre os perigos de guerras prolongadas. Por volta de 400 a.C. Sun Tzu já alertava para “uma ferida para o país” que permanece muito tempo em guerras, faz só uns 2.500 anos que ele escreveu isso e os erros continuam sendo repetidos!

Guerras em nome da liberdade eu duvido muito, por petróleo, seguindo ordens de capitalistas que faturam muito com guerra e estão viciados nelas, ou o que for. O fato é que os Estados Unidos estão em recessão, existem outros fatores, mas o dinheiro gasto com guerras vai fazer falta agora.

Os EUA vão entrar certamente em uma recessão forte que vai crescer devagar e quando vier, vai atingir o mundo todo. Nenhum país consegue se manter por tanto tempo em guerras sem pagar o preço disso.

Não importa muito nossa posição ideológica sobre esse grande país, só que do mesmo jeito que criticamos de maneira muito fácil deveríamos também reconhecer muito facilmente a contribuição dos americanos para o mundo e perceber também que a história acaba se repetindo, Roma trouxe avanços significativos ao mundo, os Estados Unidos também.

O duro será sofrer as conseqüências dos erros deles, mas o mundo precisa se preparar para isso.

E quem sabe algo positivo saia disso tudo. Nas palavras de Darcy Ribeiro em seu livro “O Povo Brasileiro” o Brasil pode se transformar na grande potência que é seu destino, um país continente, mestiço e cheio de particularidades, uma Nova Roma, só que uma Roma que não fará guerras.

(Esse artigo está participando da “Blogagem Inédita”. Detalhes sobre essa iniciativa do Edney podem ser lidas aqui.)

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O exército da Turquia

No último post, comentei sobre os perigos atuais da guerra de nervos que está sendo travada no oriente médio, com preocupação principalmente na fronteira Iraque/Turquia.

Hoje temos essa notícia da Folha: Em reação ao ataque atribuído ao PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), o Exército da Turquia afirma ter matado 23 rebeldes curdos neste domingo. Com isso, sobe para 35 o número de mortos no confronto ocorrido em Yuksekova, na fronteira com o Iraque.

Quem é a Turquia afinal? Não nos interessamos muito por nada até que nos chame a atenção, e ficamos sempre pensando “que Turquia que nada! Quem é a Turquia para se meter no Iraque com os EUA lá dentro?”

Só que é preciso atenção. O exército/marinha/aeronática turca são modernos e muito bem equipados. Depois dos EUA, a Turquia possui o maior número de aviões de combate F-16 do mundo!

3.000 tanques M-48 iguais esse aqui na figura.

Só na fronteira com o Iraque, de 60.000 a 100.000 homens estão de prontidão, o total do número de tropas segundo algumas pesquisas que fiz pode chegar a mais de 1 milhão, não somente de soldados, mas de toda a parafernália de guerra, o que faz desse exército um dos maiores do mundo e o segundo da OTAN, somente atrás dos EUA.

Resumindo: não é um exército qualquer e é preciso cautela. Quando bandoleiros (ou mercenários e terroristas) invadem a fronteira, explodem um ônibus, matam e morrem é só um fato triste e trágico, mas quando um exército desse porte resolve agir se torna perigoso.

O governo americano se diz contra qualquer ação turca, mas penso que no fundo querem mais é ser livres dos membros do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) a quem consideram uma organização terrorista que busca criar um estado independente, no norte do iraque e em territórios ao sudeste da Turquia.

Essa ação não vai atingir somente os integrantes do PKK, mas sim toda a população curda da região.

Que vai acabar em M… isso tudo sabe, com morte de civis, crianças etc. O maior temor é uma escalada da violência interna no Iraque e com possibilidade (remotas) de se espalhar para o Irã. Aí vai ser uma M… MUITO GRANDE MESMO.

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